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Depois de você, de Jojo Moyers

Hi, people! Hoje o post é sobre o livro Depois de você, de JoJo Moyes,
continuação de uma história linda!

Depois de você, de Jojo Moyes, é a continuação da história Como eu era antes de você, sendo essa uma história que gostei bastante (vale contar que a adaptação do cinema também me deixou feliz).

Então, antes de tudo, se você ainda não leu ou assistiu Como eu Era antes de você, sugiro que abandone esse post, pois ele contém spoilers.

O título do livro já deixa bem claro o objetivo da história. Contar como a vida de Lou Clark seguiu após ela ter conhecido, aborrecido e por fim, amado Will Trainor.

Logo depois da morte de Will, se vocês lembram bem, Lou recebe uma herança e um conselho: apenas viva. E é o que ela tenta fazer!

Naqueles primeiros meses, parecia que eu estava em carne viva: eu sentia tudo com mais intensidade. Acordava rindo ou chorando, enxergava todas as coisas como se um filtro tivesse sido removido. Experimentava comidas novas, andava por ruas desconhecidas, falava com as pessoas numa língua que não era a minha. De vez em quando eu me sentia assombrada por Will, como se estivesse vendo tudo pelos olhos dele, como se escutasse a voz dele no meu ouvido: E, então, o que acha disso, Clark?

Mas então, quase 2 anois depois, o conselho foi por água abaixo. Lou está trabalhando num café em um aeroporto de Londres, morando sozinha, sem namorado, sem amigos, sem falar com a mãe. E assim vemos frustrados que o desejo de Will de “apenas viva” ela não conseguiu cumprir por muito tempo.

— Você não me deu uma vida, deu? De jeito nenhum. Só acabou com a minha antiga. Desfez em pedacinhos. O que eu faço com o que sobrou?

É bem difícil reconhecer a Lou do livro anterior. Mas de fato é justamente isso que acontece…  perder alguém faz com que nos percamos também.

É triste ver uma Lou apagada, sem expectativas, se fechando para a vida. 😥

As coisas começam a mudar quando ela sofre um acidente e é obrigada incentivada pelos pais a participar de um grupo de terapia para pessoas que, como ela, precisam aprender a lidar com o luto. Nessa nova fase, ela encontra a possibilidade de um novo amor e também uma nova conexão com Will (um fator surpresa que eu não esperava). E assim, devagarinho, ela vai seguindo com sua vida, sem deixar Will para trás, mas também, sem se agarrar a ele como único sentido da vida.

O livro traz bons momentos, alguns risos, mas… eu esperava mais! Confesso que principalmente o final do livro não teve um desfecho que me agradasse. Fiquei com a sensação de que a Lou sempre vai precisar de fatores externos para ficar de bem com a vida. Sim, para mim, os fatores externos, incluindo as pessoas, são importantes para minha felicidade. Mas se dependesse disso, ah, eu estaria bem encrencada!

Bem, é isso! E, aos fãs de Jojo Moyes, minhas desculpas, mas acho que encerro aqui minha curta relação com ela.

Bjs,
Alê!

 

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Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Pág: 320
ISBN: 9788580578645

 

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A Última Música, de Nicholas Sparks

Olá, pessoal, tudo bem? Como o Dia dos pais está chegando, escolhi para hoje um livro que me emocionou muito ao relatar um relacionamento entre pai e filhos. ❤

A Última Música, de Nicholas Sparks, é uma das minhas histórias preferidas.

Claro, em se tratando de Sparks, temos um romance, resumindo a: casal se apaixona perdidamente, casal se desentende, casal se reconcilia. Mas mesmo seguindo geralmente essa linha, eu quase sempre gosto de suas histórias.

Em A Última Música não é diferente. Conta a história da adolescente Ronnie Miller, que contra sua vontade, vai passar o verão com o irmão caçula Jonah na casa do pai, na bela praia de Wrightsville, na Carolina do Norte.

Ronnie é uma adolescente rebelde, frustrada e insatisfeita. Mas essa viagem mudará sua vida. Ela amadurecerá, viverá o amor, e  voltará à sua grande paixão: a música.

Logo quando chega ao pequeno vilarejo, Ronnie conhece Will Blakelee e sem muita pretensão, acabam se apaixonando. Terão seus desencontros e desentendimentos, mas por fim, se darão a chance de ficarem juntos. Aquele amor fofinho de adolescente, sabe?!

Mas o amor maior dessa história, e que fez o livro se tornar um dos preferidos, é o amor entre Ronnie e seu pai.

Um relacionamento que foi arranhado, marcado por  mágoas e que acabou afastando Ronnie do abraço de seu pai durante muitos anos. Mas nenhuma acusação, grito ou batida de porta poderia fazer com que  Steve desistisse de reconquistar a confiança e amor de sua filha. 

É uma história que envolve perdão, novas chances, recomeço. Como filha emotiva que sou, chorei muitas vezes lendo esse livro.

Ronnie e seu pai tiveram (e aproveitaram) a oportunidade de recuperar o relacionamento deles. Afinal, os relacionamentos são sim frágeis. Mas o amor é forte!

Sabe, todos os relacionamentos precisam desse cuidado. Às vezes, pensamos que em se tratando de família, tudo é permitido. E deixamos de pedir perdão (ou perdoar), deixamos de paparicar, deixamos de viver o Amor.

Quantos dias passamos sem ter uma conversa significativa?! Temos a impressão de que os pais e irmãos sempre estarão ali. Mas isso é ilusão. Não será sempre assim.

Então, que possamos viver nossos relacionamentos de forma profunda. Porque de fato o Amor é forte, mas não invade nossa vida. Nós é quem o convidamos!

Bjs!!!

“Tinha que ficar mais tempo com ele. Ele precisava ouvir seus resmungos, precisava que ele perdoasse as suas bobagens, que a amasse como a havia amado naquele verão.
Precisava de tudo isso sempre”. 

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“Deixou-se abraçada por ele e chorou como a criança que não era mais”

Cidades de Papel, de John Green

Hey, people! E não é que ainda não tínhamos nenhum post sobre  os livros do John Green?!?
Pois o escolhido para estrearmos é Cidades de Papel! 🙂

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Nossa coleção de John Green

Conheci John Green em 2013, como quase todo mundo: A culpa e das estrelas. Um tema que envolve a descoberta do primeiro amor e o drama da primeira separação é de fato um tema com potencial para muitos fãs. Sim, gostei dessa história de primeiro amor, que também me levou até Amsterdã, me emocionou e me deixou bem surpresa com a mudança de rumo na trama.

Mas foi com outro livro que Green me conquistou para valer: Cidades de Papel.

O livro conta a história de Quentin Jacobsen, um adolescente tranquilo, vivendo sua rotina sem grandes emoções, junto dos amigos Ben e Radar. Eles estão nos últimos dias de colégio, e enquanto discutem quem conseguirá uma companhia para o baile,  Quentin não vê a hora de começar os seus planejados próximos 10 anos (ah, se ele soubesse que os planos que fazemos aos 18 anos nos farão balançar a cabeça aos 30).

A única emoção na vida de Quentin é a paixão secreta e não correspondida que tem pela vizinha Margo Spiegelman, uma garota popular, envolta em mistérios e aventuras. E talvez seja exatamente esse ar de “encrenca” que atraia Quentin.

Margot quase não percebe Quentin em seu caminho, mas tudo muda quando numa noite qualquer ela invade seu quarto como nos velhos tempos e lhe pede que a acompanhe para uma noite de aventura. Claro que o tranquilo Quentin pergunta sobre as possíveis consequências, mas por fim, resolve topar o desafio.

Eles então partem para essa inesquecível noite, com uma lista de tarefas em mãos. A noite incluirá vinganças, pequenos delitos, correria, reflexões. É aqui que Quentin (e nós, os leitores) começamos a desvendar e entender melhor Margo. Percebemos suas angustias, frustrações e provamos como as máscaras que usamos uma hora precisarão ser tiradas, pois não há coração que aguente tanto esforço. 

“Antes que eu pudesse dizer qualquer palavra, seus olhos se voltaram para a vista e ela começou a falar:

– Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para viverem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão por possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel.  E todas as pessoas também. Vivi aqui durante 18 anos e nunca encontrei ninguém que se importasse realmente com qualquer coisa”.

No dia seguinte à aventura, Quentin espera que a magia da noite permaneça e Margo continue lhe dando a chance de conhecê-la… mas não é o que acontece. Ela simplesmente desaparece, deixando Quentin angustiado e com uma missão: encontrá-la.

Ben e Radar, amigos para toda hora, juntam-se em apoio a Quentin, e partem em busca de Margo. Essa é uma das partes mais gostosas e divertidas do livro! Aqueceu meu coração participar da aventura deles, lembrando das minhas com meus amigos nessa fase da vida. Essa amizade leve e “eterna” da fase de adolescência é uma das coisas que mais sinto saudade.

Mas será que eles terão sucesso em sua busca? Encontrarão Margo?

De certa forma, a busca de Quentin por Margo acaba se tornando também uma busca por si próprio, e essa é uma busca que todos nós fazemos (ou deveríamos fazer). Durante a leitura também fiquei pensando nas vezes que insistimos em procurar quem não quer ser encontrado. Quando entenderemos que tanto esforço e energia por essas pessoas é em vão? Bem, percebe-se que o livro me trouxe boas questões filosóficas rsrs, e possivelmente por isso tenha se tornado o meu preferido.

Assim como A Culpa das Estrelas, Cidades de Papel virou filme, e curti bastante!

Quem ainda não assistiu, vale uma amostra com esse trailer (essa foi a versão de trailer que mais gostei, pena estar dublado):

E aí, leram Cidades de Papel? Conte para nós o que acharam!

Bjs.

Ficha técnica
Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Pág: 368
ISBN: 9788580573749