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Apenas um Trecho #10

“E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las.

Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro.

Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor do que o anterior”.

As Crônicas de Nárnia – A Última Batalha
C. S. Lewis

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[TOP 5] Os cenários mais lindos

Quem nunca quis entrar num cenário só para ver de perto um castelo, sentir um perfume, andar num jardim florido, provar de uma fonte, tocar uma árvore?  Pois eu, sempre!
Fantasiosos ou reais, conto para vocês 5 cenários que eu gostaria de incluir no meu roteiro de viagens. Vem comigo? 

  1. Nova Nárnia, de As Crônicas de Nárnia

Nárnia, criada por C.S. Lewis, já é um lugar cheio de encanto, lindo, novas cores, animais falantes, o poderoso Aslam… Sim, adoraria conhecer Nárnia. Mas quando cheguei à história “A Última Batalha”, final de As Crônicas de Nárnia, o coração se aqueceu ainda mais, de desejo de conhecer a Nova Nárnia.

Para não pecar na descrição (até porquê não há como descrevê-la), e no que senti ao ler a tentativa do autor, reproduzo aqui o trecho:

“Os campos da Nova Nárnia eram muito mais vivos: cada rocha, cada flor; cada folhinha de grama parecia ter um significado ainda maior. Não há como descrevê-la: se algum dia você chegar lá, então compreenderá o que quero dizer. Foi o unicórnio quem resumiu o que todos estavam sentindo. Cravou a pata dianteira no chão, relinchando, e depois exclamou: Finalmente voltei para casa! Este sim, é o meu verdadeiro lar. Aqui é o meu lugar. É esta a terra pela qual tenho aspirado a vida inteira, embora até agora não a conhecesse. A razão porque amávamos a antiga Nárnia é que ela, às vezes, se parecia um pouquinho com isto aqui”. 

É como se eu sentisse saudade de um lugar em que nunca estive!

Narnia

Não há representação de Nova Nárnia. Mas essa imagem, que representa o caminho para o País de Aslam, é linda. Ela aparece no filme “O Peregrino da Alvorada”

  1. Lothlórien, de O Senhor dos Anéis

Esse reino Élfico, criado por J.R.R. Tolkien, é governado pela linda Galadriel. Lothlórien é uma floresta pra lá de bela e encantada. Nela crescem as flores Elanor de cor dourada e formato de estrela (estrela-do-sol) e o Niphredil, flor branca também em formato de estrela (estrela-da-terra). Em Lothlóriem também tem a árvore Mallorn, que tem casca prateada, e suas folhas são verde-pálido por cima e prateada por baixo.

Como se não pudesse ficar ainda mais lindo, no outono as folhas ficam douradas e na primavera, elas se abrem. Consegue imaginar?

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Lothlorién

  1. Pemberley, de Orgulho e Preconceito

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, é uma das minhas histórias preferidas, e claro que o cenário inglês contribuiu para que ganhasse esse posto. Vamos à Pemberley, o casarão do Mr. Darcy. É lá que Elizabeth começa a ter uma percepção mais gentil sobre Mr. Darcy. Além da caseira fazer elogios ao senhor na ausência dele, logo o Mr. Darcy chega e recebe muito bem os convidados, inclusive apresentando com alegria a irmã Georgina.

Imagina só esse ambiente: móveis provençais, castiçais de vidro, escadarias, quadros, salas enormes (ah, uma dessa para passar a tarde lendo)… E do lado de fora, jardins lindos, bem cuidados, verdinho!

Como todo jardim inglês,  certeza que o de Pemberley seria perfeito!

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Chatsworth House – Mansão que representou Pemberley na minha versão de filme preferida

4. Líbano, de Asas Partidas

Asas Partidas, de Khalil Gibran, tem como cenário a primavera de Beirute, Líbano. Antes de conhecermos a história bela e triste de amor de Selma Karamy e Gibran, adentramos nesse cenário real, mas que parece encantado.

Os jardins são repletos de flores típicas, a terra é coberta de grama verde, e, utilizando as palavras cheias de poesia de Gibran, as “laranjeiras e macieiras, como bailarinas ou noivas enviadas pela natureza para inspirar os poetas e agitar a imaginação, vestiam-se de brancos adornos de flores perfumadas… Beirute na primavera é como uma noiva, uma sereia sentada às margens de um riacho, aquecendo sua pele macia sob os raios solares”.

Ah, quem sabe um dia eu sinta esse perfume e veja tudo de pertinho!

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Primavera no Líbano. Imagem de @sacha_al_aref_photography

5. O lago, de O Caderno de Noah (Diário de uma Paixão)

A história Diário de Uma Paixão é uma das minhas preferidas do Nicholas Sparks. E um dos cenários que me fez me imaginar lá, ao lado do meu amor (onde será que ele está? rsrs), é um lago sem nome. A única informação que o autor dá é que é um lago de cerca de cem metros de largura, alimentado pelas águas do ribeiro de Brites. Mas isso é o de menos.

Tal lago se tornou especial porque por uma brincadeira da natureza, cisnes de tundra e gansos do Canadá resolveram descansar por lá. Milhares deles. Todos flutuando juntinho, quase escondendo a água. A expressão de Allie diz tudo:

– Oh, Noah – disse ela por fim baixinho -, é maravilhoso.

Eu, que morro de medo de água, nem pensaria em tal medo se tivesse a chance de estar ali!

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O lago, no filme Diário de Uma Paixão

 

Bem, esses foram os 5 cenários que escolhi para esse post. Mas os livros já me levaram para tantos lugares especiais, que mesmo que não tenha a oportunidade (ou a possibilidade) de estar lá pessoalmente, é como se já estivesse estado. Esse é só mais um dos privilégios que os livros nos proporciona! ❤

E você, para qual cenário iria?

Bjs!

Lendo os Salmos

Olá, pessoal! O post de hoje é sobre um livro que fala de um dos meus livros bíblicos favoritos: Salmos!  E de bônus, escrito por C.S Lewis. 

Salmos foi o primeiro livro que li todinho ao ganhar a minha primeira bíblia. Eu tinha 13 anos, e lembro que tive pressa (e grande prazer) em ler todo o livro. Considerava cada um dos capítulos, até os que eu não entendia tão bem, belos. Quase tudo eu sublinhava de rosa! Tratava de promessas de descanso, de proteção, de companhia. De louvores a Deus, adoração e reconhecimento da Sua majestade.

Essa admiração por Salmos me acompanha até hoje. Em momentos de angústia ou de alegria, geralmente é para eles que recorro. Há salmos que marcaram ainda mais especialmente minha vida. Como, por exemplo, “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?” (Sl 116.12) , que me mostra que tudo o que sou hoje, tudo o que recebi, é pela Graça. E nunca poderia retribuir. Outro exemplo é o Salmos 23 “O Senhor é meu Pastor e nada me faltará…”, recitado em companhia de um querido amigo, e algum tempo depois, ouvido na cerimônia de despedida desse mesmo amigo.

Então, quando a Editora Ultimato lançou o livro Lendo os Salmos, por C.S Lewis, corri para tê-lo em mãos. Duas boas coisas ao mesmo tempo: um livro sobre Salmos e escrito pelo querido e admirado C.S. Lewis.

Há muito tempo gosto de C.S.Lewis, de suas histórias reais e fantasiosas (quando conhecerei Nárnia?!), de seus pensamentos. Mas confesso que tive dificuldades em acompanhar suas ideias nesse livro. Acredito que tenha sido mais culpa do momento que estou vivendo, que acabou me distraindo em passagens que deveria ter me concentrado mais.

No problem! Isso me incentivará a fazer uma releitura em breve. Mas ainda assim, aquilo que consegui assimilar, foi de grande valia.

Nesse livro, Lewis teve o objetivo de compartilhar sua visão ao ler os salmos, os pensamentos que lhe vieram a mente enquanto desfrutava deles.

Uma das primeiras coisas que compartilha é que Salmos, antes de serem qualquer coisa, são poemas e merecem ser lidos e pensados como tal.

“A mim parece apropriado, quase inevitável, que quando essa grande imaginação que, no princípio, para o seu próprio deleite e para o deleite dos homens, dos anjos e (ao seu próprio modo) dos animais, criou e constituiu toda a natureza e permitiu-se expressar em linguagem humana, ela usasse a poesia, posto que a poesia é também uma pequena encarnação que dá corpo ao que outrora foi invisível e inaudível”.

Também fala da importância de situá-los em um contexto. Eles foram escritos em uma época, por um povo com uma cultura, religiosidade, sofrimento e esperança próprios. Isso nos ajuda a entender melhor os salmos que não “batem” com nossa realidade hoje. De fato, alguns salmos são tão cheios de ira e clamor por vingança que não se conciliam com o que Cristo ensinou. Mas quando relacionamos os salmos ao contexto, bem explicado por Lewis, fica mais fácil de compreendê-los. E torna-se também possível tirar pérolas deles!

“Nenhuma rede que não seja vasta como o coração inteiro de um homem nem mais delicada que o amor será capaz de capturar o peixe sagrado”.

Lendo os Salmos caminha pelos principais temas do livro: juízo, maldições, morte, bondade do Senhor, palavra (leis), conivência, natureza e louvor. Em cada um dos temas, Lewis compartilha o que lhe instigou, confortou e enriqueceu. E ao ler o livro, pude ser abençoada também com o que ele recebeu. Espero que na próxima leitura, aquilo que ficou nebuloso para mim seja esclarecido.

Sinopse Lendo-os-Salmos
O livro dos Salmos é o mais querido e mais lido pelos cristãos, além de o mais antigo hinário e livro de orações da história religiosa. Lutero, no século 16, dizia que os Salmos são “uma Minibíblia” e João Calvino, escrevendo em 1557, afirma que os Salmos são “a anatomia de todas as partes da alma”.

Em Lendo os Salmos, somos guiados por C. S. Lewis e envolvidos pela sabedoria e mistério, pela poesia e significado dos textos bíblicos aplicados à vida diária.

Ficha Técnica
Lendo os Salmos
Autor: C.S. Lewis
Editora: Editora Ultimato
Pág: 160
Ano: 2015
ISBN: 9788577791415

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IMG_20160131_131329Alessandra Correa,  chegando aos 30, é apaixonada por sobrinhos, livros, Londres, música, séries e chocolate. Sempre com um livro em mãos, adora falar sobre aqueles que marcaram sua vida. E tem como paixão e dom transformar palavras em histórias e poesias, algumas divulgadas aqui: www.momentoempalavra.blogspot.com