Arquivos

Poesia #3 Mãe

É quem carrega um dom (recebido dos céus)
Quem dá seu colo (mesmo quando o filho cresce)
Quem carrega outra vida no coração (em todo o tempo)

É quem segura firme as pequenas mãos
Quem aguenta firme quando é preciso dizer não

É quem acalenta na hora do choro
Quem se diverte junto e ri até perder o fôlego

É quem tem uma vontade imensa de pintar um mundo mais colorido
Quem tem o sonho de derrubar todos os muros (de separação, de preconceito)

É quem inventa mil histórias, ou apenas, reconta a preferida pela milésima vez
Quem passa a noite vigiando a febre, ou apenas, apreciando a tranquilidade do sono

É quem leva para molhar os pés no mar, e se pudesse, levaria também para pular nas nuvens
Quem afasta os pesadelos, e se pudesse, afastaria todos os medos

É quem cuida das feridas, sem a pretensão de cicatrizá-las
Quem ouve as dúvidas, sem a pretensão de decidir o caminho

É quem quer livrar das dores, mas sabe permitir os tombos necessários
Quem quer estar junto, mas sabe o tempo de deixar partir

É quem cobre de beijos, cafunés, cuidados e conselhos
É quem requer juízo, verdade e respeito

É quem entende as coisas do mundo (de tudo um pouco)
Quem sabe tudo sobre o mundo do filho (mesmo quando está escondido)

É quem briga, defende
Quem se emociona, se alegra, agradece

É quem dá bronca com razão
Quem dá abraço sem motivo
Quem dá de si, todinha, sem nada pedir em troca

É quem disfarça o cansaço, a dor, as preocupações
Quem chora baixinho, na escuridão, antes de dormir
Quem renova as forças, toda manhã (como será possível?)

É quem teme o futuro, mas não perde a esperança
Quem se decepciona, mas não recusa o perdão
Quem corrige, mesmo com o coração sangrando

É ação, reação
Razão, emoção
Uma coisa de cada vez
E às vezes, todas juntas

E mesmo quando não for, é tudo.
A base, o norte, o abrigo

Mãe
Quem ama.
Com cuidado terno.
Com amor eterno.

por Alessandra Corrêa

Feliz Dia das Mães!!! Um agradecimento especial para nossa mãezinha Crelia, a melhor do nosso mundo ❤ Te amamos!!!

Anúncios

A Ponte de Haven, de Francine Rivers

 

Olá, Pessoal.

Como puderam ler neste post, o Blog Os Livros que Vivi está completando seu 1º aniversário (vamos festejar e os amigos receber…).

E um dos meus posts preferidos do blog é o que escrevi sobre Amor de Redenção, de Francine Rivers. Além de ser sobre um livro que amei, foi o segundo post que escrevi para o blog e quando terminei de escrevê-lo pensei: é por isso que quero um blog sobre Livros. Deixar registrado e contar ao “mundo” sobre aqueles que me marcaram

O livro Amor de Redenção tornou-se um dos preferidos, então, vocês podem imaginar como eu estava na expectativa de ler o livro “A Ponte de Haven”, da mesma autora.

Apesar de levar um pouquinho de tempo para curtir o livro, no fim a expectativa foi recompensada. Vamos lá falar sobre ele!

A Ponte de Haven” conta a história de Abra, uma recém-nascida que foi abandonada debaixo de uma ponte numa cidadezinha chamada Haven  (daí o nome do livro). Ela é encontrada por Ezekiel Freeman, o pastor local, amado e respeitado por todos. Zeke e sua esposa Marianne já tinham um filho, o Joshua. E com o coração apaixonado pela menininha, adotam Abra na família.

Mas a história está longe de um final feliz.

Quando Abra tem apenas 5 anos, uma circunstância difícil leva o pastor Zeke a entregá-la para uma outra família, a família Matthews. Abra se vê abandonada pela 2ª vez, o que é extremamente triste. Eu  demorei bastante tempo para perdoar o pastor Zeke por isso, então, imaginem como foi para Abra.

Os novos pais de Abra também  já tinham uma filha, a Penny. A garotinha adora a ideia de ter uma nova irmã, mas logo os ciúmes tomam conta, fazendo com que Abra se sinta rejeitada outra vez.

E assim Abra cresce: precisando lidar com o abandono, a rejeição, o sentimento de que ninguém a quis, de que ninguém a ama. Ela se fecha para os pessoas, o que realmente torna difícil para as pessoas a alcançarem. 

As únicas pessoas para quem Abra abre alguma fresta do coração é para Mitzi, uma senhora bem animada que a ensina a tocar piano, e para Joshua, seu irmão de consideração (e que é apaixonado por ela, secretamente).

Abra torna-se uma adolescente muito bonita, mas cheia de insegurança. Ela adora a companhia de Joshua, mas não faz ideia do amor que ele tem por ela (e do que ela tem por ele).

É quando ela conhece o misterioso Dylan Stark, que está de passagem pela cidade. Ele é o tipico garoto de cidade grande, bonito, charmoso, que sabe dizer as palavras certas e fazer uma garota se sentir especial. Abra, apesar de todos os conselhos, se enfeitiça por Dylan e num auge de rebeldia, foge com o rapaz. Uma decisão errada que a levará a inúmera outras.

Logo ela percebe que fez uma burrada, que Dylan não é nem um pouco o “príncipe” que ela tinha na cabeça, mas ela não sabe como voltar atrás. São muitos meses de solidão na companhia de Dylan.

“Será que Dylan a havia amado, mesmo que só por um segundo? Ela só virá desejo, sarcasmo e fúria. Ficara com ele porque tinha vergonha demais para pedir ajuda. Ficara para não ser obrigada a ouvir que fizera a própria cama e, agora, teria de se deitar nela. Ficara por medo. Ficara porque não sabia para onde ir. Ficara por uma centena de razões que não faziam sentido, nem mesmo para ela”.

Até que um dia, numa festa, ela conhece Franklin Moss , um homem mais velho, agente de estrelas do cinema em Hollywood. Franklin vê potencial na jovem, e oferece uma saída. Abra, considerando que “não tem nada a perder” aceita a oferta.

Com muito trabalho, esforço e segredos de ambos, Franklin começa a transformá-la na estrela Lena Scott. Festas, brilho, glamour, dinheiro e a vida de Abra vai ficando para trás, esquecida. Lena Scott é outra mulher: é segura, confiante, tem talento, é adorada. 

Mas a gente não pode fugir para sempre de quem realmente somos, né?

Abra acaba se envolvendo amorosamente com Franklin, e mais uma vez, se vê dominada por um homem cheio de ciúmes, possessivo. E ela sabe, no fundo, que ele é apaixonado por Lena Scorr, e não pela verdadeira Abra.

“Franklin fizera isso com ela. Puxou-a mais fundo, mais fundo, mais fundo, para o mondo sombrio do faz de conta. Uma onda de tristeza a envolveu, e ela se sentiu afogando. 
– Sinto muito, Franklin. Sinto muito. Não consigo mais fingir”.

Durante todo esse tempo, Abra não deu sinal de vida para o pastor Zeke, Joshua, Mitzi ou para a família Matthews. Mas todos eles nunca deixaram de orar por ela, e de esperar que um dia ela voltasse.

Quando Joshua a vê num filme no cinema, alguns anos depois, ele a reconhece e todas as esperanças renovam-se. Ele novamente volta a procurá-la, mas muita coisa terá que acontecer para que, enfim, eles se reencontrem.

Quando isso acontece, Abra já não é mais Lena Scott. Ela está desesperada, sem rumo, com um buraco enorme no peito e muita culpa. Mas além do tempo, o amor também cura as feridas.

“- Eu não vou embora, Abra.
Ele a olhou como se nada tivesse mudado entre eles. Mas tudo tinha mudado. Ela não era a mesma menina que ele conhecera em Haven. Naquela época, era ingênua, inocente, perturbada, cheia de angústias, tão ansiosa por se rebelar, por se libertar. Joshua cuidara dela quando bebê, brincara com ela quando criança, estivera a seu lado quando adolescente e tentara fazê-la ouvir a voz da razão quando tudo o que ela queria era se entregar a um demônio que acabaria usando-a, abusando dela e jogando-a fora.
Como Joshua podia ter aquela expressão terna nos olhos, como se ainda se importasse com ela como antes?”

Abra consegue encontrar o caminho de volta para casa e tem a oportunidade de perdoar e ser perdoada pelas pessoas que deixou. Ela, enfim, está pronta para ser amada.

“- Abra – com os olhos brilhando, o pastor Zeke pousou a mão no rosto dela. – Você está em casa”.

Apesar de ter muitos elementos na história comuns de tantas outras, “A Ponte de Haven” é uma história especial. De amor, de esperança, de recomeço. A gente vê que a vida não segue por uma linha reta, que é preciso levar alguns tombos, que cada pessoa tem seus dramas, e não importa quanto a amamos ou somos amados por elas, elas cometem erros. E só nos resta perdoá-las. 

Encerro o post com um momento especial entre Abra e a Mitzi, a senhora que lhe ensinou a tocar piano e canções que foram refrigério para Abra nos momentos mais difíceis.

“- E você, Mitzi? Tem alguma composição original escondida por aí? Algo em que tenha despejado seu coração e sua alma?
Mitzi segurou a mão de Abra e lhe dirigiu um sorriso.
– Só você, docinho. Só você.”

ponte-haven

 Bjs,
Alê

As 5 Linguagens do Amor, de Gary Chapman

tumblr_mcgp23jkzf1rb4xtso1_500

Escolhi esse gif porque amo esse filme hehe ❤

Olá, pessoal, tudo bem com vocês?

Em vez em quando aparece lá em casa livros sobre relacionamento, casamento, namoro, essas coisas, mas eu não tenho muito costume de lê-los.

Mas já ouvi tanta gente falar (bem) do livro “As 5 linguagens do Amor“, de Gary Chapman, que quando apareceu a oportunidade, o li de coração aberto.

Gary Chapman é pastor, casado e também faz um trabalho de aconselhamento a casais. Então, foram muitos anos ouvindo experiências, aconselhando, vendo o que dava certo e o que não dava.

E foi com essa experiência que ele começou a pensar sobre as linguagens do amor.

No livro ele conta como cada pessoa tem uma forma de demonstrar amor. Bem, isso eu já tinha notado. Mas a novidade para mim foi ouvir/ler que cada um também tem uma forma de receber amor, de se sentir amado.

Talvez seja por isso que a gente costuma dizer: fulano não me ama! Isso geralmente acontece porque a forma de fulano demonstrar/dar amor não é a forma que eu recebo/percebo o amor. E é essa diferença que causa tantas confusões nos relacionamentos, levando também aos rompimentos.

Então, com esse objetivo, de ajudar as pessoas em seus relacionamentos, Gary explica as linguagens do amor e a importância de reconhecermos a linguagem do outro. E não basta entender o outro, de saber o que faz com que ele se sinta amado. É necessário dedicação e esforço em demonstrar/dar o amor de acordo com o que o outro percebe como tal.

“Quando o “tanque do amor” emocional de seu cônjuge está cheio e ele se sente seguro de seu amor, o mundo todo fica mais claro e ele caminha para atingir o mais alto potencial de sua vida. Porém, quando este “reservatório” está vazio e ele se sente usado e não amado, o mundo todo parecerá escuro e não conseguirá utilizar seu potencial de vida”.

Que desafio, hein? Mas acho que em prol de manter um relacionamento (que seja saudável, claro) vale sim o esforço!

Vamos lá saber quais são as 5 linguagens do Amor:

  1. Palavras de Afirmação
  2. Qualidade de tempo
  3. Receber Presentes
  4. Formas de Servir
  5. Toque Físico.

Cada pessoa tem a sua linguagem. Por exemplo, tem gente que vai se sentir muito amado ao ver o cônjuge fazendo uma tarefa simples em casa, como lavar a louça (linguagem formas de servir). Uma esposa poderá se sentir muito amada ao receber uma flor (linguagem receber presente). Um marido se sentirá muito amado ao ouvir como suas conquistas no trabalho são importantes para toda a família (linguagem palavras de afirmação). Um se sentirá amado em passar tempos juntos, recebendo total atenção (linguagem qualidade de tempo). E haverá aquele que poderá ouvir milhares de declarações mas só perceberá que há amor se for abraçado e receber um cafuné (linguagem toque físico). Ah, e pode sim haver combinações, mais de uma, ou seja, minhas linguagens do amor são x e y.

E sobre cada uma dessas linguagens, Gary traz situações reais para exemplificar, e traz seus conselhos, muitos deles bem simples.

Então, apesar do livro estar focado no relacionamento conjugal, consegui ver que muitos dos princípios podem ser aplicados em qualquer relacionamento: entre pais e filhos, entre amigos. Ou seja, no fim, a leitura deste livro me foi útil, não precisarei esperar um casamento para usar esses princípios rsrs Gostei bastante!

Apenas alguns dos trechos grifados:

“Há pessoas que misturam o dia de hoje com o de ontem. Insistem em trazer para o p10278_ggpresente os fracassos do passado e, ao fazerem isso, estragam um dia potencial maravilhoso”.

“O perdão não é um sentimento, mas um compromisso. É a opção de se mostrar misericórdia e não de se jogar a ofensa no rosto do ofensor. Perdão é uma expressão de amor”.

“Ninguém gosta de fazer as coisas forçadamente. O próprio amor é entregue espontaneamente. O amor não pode ser obrigatório”.

“O amor não apaga o passado, mas altera o futuro”.

O livro foi publicado em 97 e fez tanto sucesso, que acabou rendendo algumas variações, como: As 5 linguagens do amor (para adolescentes); As 5 linguagens do amor das crianças; As 5 linguagens da valorização pessoal no ambiente de trabalho.

E você, já conhecia esse livro? Ou tem algum para indicar que tenha esse mesmo foco?

Que o amor seja nossa linguagem!

Bjs,
Alê.