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A Ponte de Haven, de Francine Rivers

 

Olá, Pessoal.

Como puderam ler neste post, o Blog Os Livros que Vivi está completando seu 1º aniversário (vamos festejar e os amigos receber…).

E um dos meus posts preferidos do blog é o que escrevi sobre Amor de Redenção, de Francine Rivers. Além de ser sobre um livro que amei, foi o segundo post que escrevi para o blog e quando terminei de escrevê-lo pensei: é por isso que quero um blog sobre Livros. Deixar registrado e contar ao “mundo” sobre aqueles que me marcaram

O livro Amor de Redenção tornou-se um dos preferidos, então, vocês podem imaginar como eu estava na expectativa de ler o livro “A Ponte de Haven”, da mesma autora.

Apesar de levar um pouquinho de tempo para curtir o livro, no fim a expectativa foi recompensada. Vamos lá falar sobre ele!

A Ponte de Haven” conta a história de Abra, uma recém-nascida que foi abandonada debaixo de uma ponte numa cidadezinha chamada Haven  (daí o nome do livro). Ela é encontrada por Ezekiel Freeman, o pastor local, amado e respeitado por todos. Zeke e sua esposa Marianne já tinham um filho, o Joshua. E com o coração apaixonado pela menininha, adotam Abra na família.

Mas a história está longe de um final feliz.

Quando Abra tem apenas 5 anos, uma circunstância difícil leva o pastor Zeke a entregá-la para uma outra família, a família Matthews. Abra se vê abandonada pela 2ª vez, o que é extremamente triste. Eu  demorei bastante tempo para perdoar o pastor Zeke por isso, então, imaginem como foi para Abra.

Os novos pais de Abra também  já tinham uma filha, a Penny. A garotinha adora a ideia de ter uma nova irmã, mas logo os ciúmes tomam conta, fazendo com que Abra se sinta rejeitada outra vez.

E assim Abra cresce: precisando lidar com o abandono, a rejeição, o sentimento de que ninguém a quis, de que ninguém a ama. Ela se fecha para os pessoas, o que realmente torna difícil para as pessoas a alcançarem. 

As únicas pessoas para quem Abra abre alguma fresta do coração é para Mitzi, uma senhora bem animada que a ensina a tocar piano, e para Joshua, seu irmão de consideração (e que é apaixonado por ela, secretamente).

Abra torna-se uma adolescente muito bonita, mas cheia de insegurança. Ela adora a companhia de Joshua, mas não faz ideia do amor que ele tem por ela (e do que ela tem por ele).

É quando ela conhece o misterioso Dylan Stark, que está de passagem pela cidade. Ele é o tipico garoto de cidade grande, bonito, charmoso, que sabe dizer as palavras certas e fazer uma garota se sentir especial. Abra, apesar de todos os conselhos, se enfeitiça por Dylan e num auge de rebeldia, foge com o rapaz. Uma decisão errada que a levará a inúmera outras.

Logo ela percebe que fez uma burrada, que Dylan não é nem um pouco o “príncipe” que ela tinha na cabeça, mas ela não sabe como voltar atrás. São muitos meses de solidão na companhia de Dylan.

“Será que Dylan a havia amado, mesmo que só por um segundo? Ela só virá desejo, sarcasmo e fúria. Ficara com ele porque tinha vergonha demais para pedir ajuda. Ficara para não ser obrigada a ouvir que fizera a própria cama e, agora, teria de se deitar nela. Ficara por medo. Ficara porque não sabia para onde ir. Ficara por uma centena de razões que não faziam sentido, nem mesmo para ela”.

Até que um dia, numa festa, ela conhece Franklin Moss , um homem mais velho, agente de estrelas do cinema em Hollywood. Franklin vê potencial na jovem, e oferece uma saída. Abra, considerando que “não tem nada a perder” aceita a oferta.

Com muito trabalho, esforço e segredos de ambos, Franklin começa a transformá-la na estrela Lena Scott. Festas, brilho, glamour, dinheiro e a vida de Abra vai ficando para trás, esquecida. Lena Scott é outra mulher: é segura, confiante, tem talento, é adorada. 

Mas a gente não pode fugir para sempre de quem realmente somos, né?

Abra acaba se envolvendo amorosamente com Franklin, e mais uma vez, se vê dominada por um homem cheio de ciúmes, possessivo. E ela sabe, no fundo, que ele é apaixonado por Lena Scorr, e não pela verdadeira Abra.

“Franklin fizera isso com ela. Puxou-a mais fundo, mais fundo, mais fundo, para o mondo sombrio do faz de conta. Uma onda de tristeza a envolveu, e ela se sentiu afogando. 
– Sinto muito, Franklin. Sinto muito. Não consigo mais fingir”.

Durante todo esse tempo, Abra não deu sinal de vida para o pastor Zeke, Joshua, Mitzi ou para a família Matthews. Mas todos eles nunca deixaram de orar por ela, e de esperar que um dia ela voltasse.

Quando Joshua a vê num filme no cinema, alguns anos depois, ele a reconhece e todas as esperanças renovam-se. Ele novamente volta a procurá-la, mas muita coisa terá que acontecer para que, enfim, eles se reencontrem.

Quando isso acontece, Abra já não é mais Lena Scott. Ela está desesperada, sem rumo, com um buraco enorme no peito e muita culpa. Mas além do tempo, o amor também cura as feridas.

“- Eu não vou embora, Abra.
Ele a olhou como se nada tivesse mudado entre eles. Mas tudo tinha mudado. Ela não era a mesma menina que ele conhecera em Haven. Naquela época, era ingênua, inocente, perturbada, cheia de angústias, tão ansiosa por se rebelar, por se libertar. Joshua cuidara dela quando bebê, brincara com ela quando criança, estivera a seu lado quando adolescente e tentara fazê-la ouvir a voz da razão quando tudo o que ela queria era se entregar a um demônio que acabaria usando-a, abusando dela e jogando-a fora.
Como Joshua podia ter aquela expressão terna nos olhos, como se ainda se importasse com ela como antes?”

Abra consegue encontrar o caminho de volta para casa e tem a oportunidade de perdoar e ser perdoada pelas pessoas que deixou. Ela, enfim, está pronta para ser amada.

“- Abra – com os olhos brilhando, o pastor Zeke pousou a mão no rosto dela. – Você está em casa”.

Apesar de ter muitos elementos na história comuns de tantas outras, “A Ponte de Haven” é uma história especial. De amor, de esperança, de recomeço. A gente vê que a vida não segue por uma linha reta, que é preciso levar alguns tombos, que cada pessoa tem seus dramas, e não importa quanto a amamos ou somos amados por elas, elas cometem erros. E só nos resta perdoá-las. 

Encerro o post com um momento especial entre Abra e a Mitzi, a senhora que lhe ensinou a tocar piano e canções que foram refrigério para Abra nos momentos mais difíceis.

“- E você, Mitzi? Tem alguma composição original escondida por aí? Algo em que tenha despejado seu coração e sua alma?
Mitzi segurou a mão de Abra e lhe dirigiu um sorriso.
– Só você, docinho. Só você.”

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 Bjs,
Alê

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Três semanas com meu irmão, de Nicholas e Micah Sparks

Olá, pessoal. Vamos lá no primeiro livro lido do ano? Espero que gostem 🙂

Quando penso na minha trajetória como leitora, não há como ignorar Nicholas Sparks. Lembro bem da primeira vez que li um livro escrito por ele (há 13 anos atrás). Um verão inesquecível (também conhecido como Um amor para recordar) é até hoje um dos meus livros preferidos. Aqui nesse post conto sobre isso.

Mas a minha relação com Sparks nunca foi só de altos. Já passamos por crises, já nos reconciliamos, e em vez em quando preferimos manter a distância.  

Mas numa tarde dessas, voltando pra casa, lembrei do livro “Três semanas com meu irmão”, que havia baixado no celular há algum tempo. Por que não?!

Este livro é biográfico, acho que o único que ele tenha feito assim. Conta sobre uma viagem (incrível) pelo “mundo” que fez junto de seu irmão mais velho, Micah, em 2003. Inclusive, o livro é escrito pelos dois.

Machu Picchu, Ilha de Páscoa, Taj Mahal, Malta e outros destinos menos conhecidos, como Tromso, Guatemala e Camboja fizeram parte do roteiro. É muito gostoso acompanhá-los nessa viagem.

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Nicholas e Micah em Ilha de Páscoa, Chile

E enquanto vamos “viajando”, vamos conhecendo sobre a vida de Sparks, desde criança, sobre sua família, sobre como o relacionamento com seu irmão foi se construindo ao longo dos anos. 

É interessante ver as diferenças entre eles, e como isso não os impediu de se tornarem amigos. Nicholas sempre foi mais objetivo, prático, vivendo pelo trabalho, cheio de preocupações e compromissos. Já Micah é mais “deixa a vida me levar”, vivendo o que tinha que viver, se arriscando, desfrutando das coisas simples, abraçando qualquer aventura que aparecesse.

“- Não estás a ouvir o que digo, maninho. Nunca te esqueças de que o entusiasmo é uma parte importante da vida. O trabalho é importante, a família é importante, mas, sem entusiasmo, não te fica nada. Se te recusas a antever o gozo, estás a enganar-te a ti próprio.

Fechei os olhos, sabendo que ele tinha razão, mas ainda imerso no mar das minhas obrigações”

A história já me ganhou aí, pois quando se fala de irmãos, eu sou meio suspeita pra falar. Tenho 3, que não poderia imaginar a vida sem (aqui neste post um pouco sobre nós). Ah, eles tem também uma irmã, a Dana, mas ao lerem o livro, entenderão porque o foco principal foi nos brothers.

A história entre eles é muito bonita. Uma relação de amizade, de cumplicidade, de apoio, de sonhar e realizar junto, de forçar o outro a ser o melhor que pudesse ser. 

E lendo a vida de Sparks pude enfim entender porque há tanto drama em suas histórias fictícias.

Porque a própria vida dele e da sua família foi cercada por situações difíceis: sonhos que se desmoronam, dificuldades financeiras, mortes, acidentes, doenças, medo e angústias. E enquanto lia, não teve como não reconhecer traços reais da sua vida em seus livros.

“São os sonhos simples os que provocam maior sofrimento, por parecerem tão pessoais, tão razoáveis, tão fáceis de realizar. Aquelas coisas que a pessoa está sempre prestes a tocar, mas nunca suficientemente perto para as possuir, uma situação capaz de destruir a vontade”.

Bem, apesar de ter planejado outros livros para o começo deste ano, foi bom ter iniciado com “Três semanas como meu irmão”. Para quem gosta dos livros de Sparks, não deixe de ler! E pra quem curte histórias sobre viagens e relacionamento, também vale a recomendação.

“É esse o grande segredo. Temos de escolher o tipo de vida que queremos viver”.

Ah, e uma observação. Depois de ler alguns parágrafos, percebi que estava lendo o livro no Português de Portugal. Até procurei na versão meu Brasil brasileiro, mas como não encontrei, continuei na leitura. Pois, não é que gostei? rsrs

Bjs,
Alê.

Síntese

Em janeiro de 2003, Nicholas Sparks e seu irmão mais velho, Micah, partiram numa tressemanasviagem de três semanas ao redor do mundo. Das ruínas da Guatemala aos passeios de trenó na Noruega, passando pelo Taj Mahal, na Índia, e pelos templos do Camboja, os dois mergulharam numa jornada que fortaleceria os laços dos únicos sobreviventes da família Sparks. Com prazos apertados para publicar seus livros e sem muita inspiração para escrevê-los, Nicholas pensou que aquela seria uma ótima oportunidade para relaxar e se aproximar mais do irmão, a quem quase não via por conta da distância que os separava. O relato inclui não só o dia a dia de Nicholas e Micah nessa aventura exótica como também a emocionante história do bem-sucedido autor de romances como O melhor de mim, Uma longa jornada e O casamento. Permeado de fotografias, o livro resgata as lembranças da infância – as dificuldades financeiras, os sonhos de que a mãe teve que abdicar para criar os três filhos e o método dela para mantê-los unidos – e da vida adulta – as primeiras namoradas, o início da própria família e as tragédias que testaram sua fé. Também inclui os acontecimentos que levaram à publicação do primeiro best-seller de Nicholas. Com humor e sensibilidade, os irmãos Sparks abrem sua vida, revelam suas origens e compartilham verdades surpreendentes sobre perda, amor e esperança.

A Casa do Céu, de Amanda Lindhout e Sara Corbett

Olá, Pessoal!

Aproveitando aí o feriado? Por aqui sim, inclusive para fazer um post hehe

Há alguns dias terminei a leitura do livro “A casa do céu”, de Amanda Lindhout e Sara Corbett. Esse livro chegou em minhas mãos gentilmente por uma amiga que está se desapegando de seus livros e achou que eu gostaria desse. E ela não poderia estar mais certa!

O livro trata de 3 temas que curto bastante: viagens; diferentes culturas; superação. Ele é autobiográfico, escrito em 1ª pessoa, o que também curto.

Neste livro, conhecemos a história de Amanda Lindhout. Mas antes de chegarmos ao fato principal do livro, vamos voltar um pouquinho para trás, ok?

Viagens e Diferentes Culturas
Amanda nasceu numa cidadezinha do Canadá. Quando criança, sua mãe se casou novamente. E logo ela se viu crescendo numa família conturbada, vendo sua mãe sofrendo violência doméstica. Seu escape era folhear revistas da National Geographic e sonhar em estar nesses lindos lugares.

“Eu não conseguia entender aquilo. Nunca conseguiria. Simplesmente tentava ignorar a situação. Quando as luzes estavam apagadas e todos os corpos estavam deitados, eu desaparecia, voava para longe. Minha mente saía de debaixo dos lençóis, corria pelas escadas e ia para longe, para os desertos de seda e águas marinhas espumantes […]. Tinha certeza de que o meu mundo ficava em outro lugar.”

Quando chegou aos 19 anos, começou a trabalhar como garçonete e ganhar muita grana em gorjetas. E então, ela não teve dúvidas! Começou a viajar pelo mundo, como mochileira. Uau!!! Na primeira parte do livro, para quem curte viajar e conhecer diferentes culturas, não tem erro. Ficamos maravilhados e com muita vontade de colocar o pé na estrada.

Em uma dessas viagens, quando está na Etiópia, Amanda conhece Nigel Brennan, australiano, que na época morava em Londres, mas também passava muito tempo viajando, trabalhando como fotógrafo. Eles se apaixonam, compartilham juntos boas viagens e alguns meses de namoro.

Com o passar dos anos, Amanda começa a perceber que “nem só de viagem vive o homem” rsrs. Ela sabe que precisa de uma profissão, saber fazer alguma coisa. Vão surgindo então algumas oportunidades para escrever artigos e até para trabalhar como jornalista num canal de televisão no Iraque. É engraçado quando olhamos para as coisas que vão formando nosso caminho, nos preparando para o hoje.

Foi assim com Amanda. Ela, quando criança, nunca poderia imaginar que seu desejo de viajar ia ser realizado, mas também a levaria para lugares que nunca desejou estar.

“É óbvio que você nunca vai conseguir olhar para o seu próprio futuro com clareza, ou para o futuro de qualquer outra pessoa. É impossível saber o que vai acontecer, até que a coisa aconteça. Ou talvez perceba naquela fração de segundo que antecede o fato, quando consegue vislumbrar o seu próprio destino.”

Superação
Em 2008, Amanda e Nigel retomam o contato, como amigos. Amanda se preparava para um job freelancer na Somália, e convida Nigel para ir junto, como fotógrafo. E assim, eles chegam a Mogadíscio, capital da Somália.

A Somália era (ainda é) um dos países mais perigosos do mundo, instável e que vivencia guerras civis constantes. Eles sabiam dos riscos, mas não podiam imaginar que uma viagem que era para durar apenas alguns dias fosse virar suas vidas de cabeça para baixo.

No 3º dia que estavam na cidade, junto com o guia e um motorista, eles são sequestrados e  mantidos em cativeiro por 15 meses.

“Éramos parte de uma transação desesperada, multinacional e importante. Éramos parte de uma guerra santa. Éramos parte de um problema maior. Fiz promessas a mim mesma sobre o que faria se conseguisse sair daquela situação. […] Comecei a ter certeza de que, escondidos no interior da Somália, em meio a este local estranho e maltratado, nós nunca seríamos encontrados.

Quem os mantinha em cativeiro eram islâmicos, e apesar do sequestro não ter motivação religiosa, logo Amanda e Nigel perceberam que deveriam acatar suas tradições e leis, se quisessem sobreviver. Se converter ao islamismo foi uma estratégia que adotaram, e que trouxe alguns benefícios iniciais, mas não permanentes. Nessa questão também tem o fato de como a mulher é vista e tratada pelo islã, complicando ainda mais o lado de Amanda.

O grupo que os sequestrou era composto principalmente por meninos. Meninos que cresceram em meio à violência, à fome. Muitas vezes Amanda entrava em conflito sobre o que pensar em relação a eles. Às vezes o sentimento era de raiva, mas em outros, de compaixão.

A motivação principal do sequestro foi dinheiro. O grupo que os sequestrou pediu 3 milhões de dólares pela vida dos dois. Foram muitos meses de negociação, e os governos (tanto da Austrália quanto do Canadá), apesar de prestarem apoio às famílias, não entraram com o dinheiro. Foi necessário que a família de ambos vendessem bens, fizessem empréstimos e amigos ajudassem. Depois desses 15 meses, conseguiram pagar o resgate, chegando num acordo de 600 mil dólares.

Durante a leitura, sobre esse tempo de cativeiro, foram muitos os meus momentos de lágrima, angustia e revolta. Eu sofri com Amanda em seus momentos de medo, dor, desespero, fome. Fiquei pensando na minha força, se eu conseguiria sobreviver a uma situação semelhante, se eu manteria a esperança como ela manteve.

A presença e amizade de Nigel fez também toda a diferença para que Amanda permanecesse firme. Apesar dela enaltecer isso, há alguns fatos que ela conta que me deixaram “chateadas” com Nigel (como quando ele a deixou levar toda a culpa por uma tentativa de fuga). Mas descobri que ele também escreveu um livro, e quero muito ler, conhecer a versão dele.

Quando terminei de ler o livro fiz algumas pesquisas, e achei o episódio “Pesadelo na Somália” da Série Férias na Prisão, da FOX. O episódio é sobre a história deles, contada por Nigel. Assisti e apesar de ser apenas uma pincelada do que foram esses 15 meses já deu para ter uma noção de tudo que passaram.

Aqui também tem uma notícia de quando foram libertados.

Sobre o nome do livro
Durante o tempo de cativeiro, Amanda e Nigel foram mantidos em diferentes casas. E referiam-se a elas como A Casa Escura, A Casa Elétrica etc.

E havia a Casa no Céu. Essa é para onde Amanda ia, em sua mente e coração, nos momentos terríveis.

“Dentro da casa no céu, todas as pessoas que eu amava se sentavam para uma bela refeição, digna de um feriado. Eu estava segura e protegida. Estava onde todas as vozes que normalmente rasgavam meus pensamentos expressando medo e desejando que a morte chegasse ficassem em silêncio, até restar apenas uma. Era uma voz calma e forte, que, para mim, se parecia divina. Ela dizia: Está vendo? Você está bem, Amanda. É apenas o seu corpo que está sofrendo, e você não é  o seu corpo. O restante de você está bem.”

 

Bem, é um livro que me prendeu até o final. Pela sua boa escrita, cheia de detalhes, informações e sentimento. Mas também por provar mais uma vez que “enquanto houver vida, há esperança!”

Bom restinho de feriado a todos!

Bjs,
Alê e Maya.

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