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A Bíblia toda, o ano todo. De John Stott

Olá, Pessoal. Em setembro inicia-se a leitura do meu devocional preferido: A Bíblia toda, o ano todo, de John Stott.

Ale

Esse devocional é um dos melhores por 2 motivos: 1) não é do tipo autoajuda, como muitos que já acompanhei por aí, e 2) foi escrito pelo fera tio John!

Sem dúvida, a junção de porções das Palavra com pensamentos do John traz diariamente leituras edificantes e desafios para a vida cristã!

E não, não estou perdida no ano. Ele começa no mês de setembro mesmo, porque segue o calendário cristão. Isso significa que lá para dezembro estaremos lendo sobre o nascimento de Cristo, casando assim com a época do Natal. Lá para abril, estaremos lendo sobre a Morte e Ressurreição de Cristo, conciliando com a época de Páscoa.  E no período entre maio e setembro, a leitura é focada nos atos dos primeiros cristãos, nas cartas apostólicas e, por fim, nas promessas finais (Apocalipse). Na sinopse lá abaixo tem explicadinho a divisão dele.

Para saber sobre quem foi John Stott e o legado que deixou, acesse aqui.

 

O Devocional é da Editora Ultimato, e quem se interessar, ainda dá tempo de comprar, receber e acompanhá-lo pelo próximo ano. Eu recomendo!

Para deixar um gostinho, reproduzo aqui a primeira leitura:

A iniciativa do Criador
No princípio Deus criou os céus e a terra. GÊNESIS 1.1

As primeiras três palavras da Bíblia (“No princípio Deus”) formam uma introdução indispensável para todo o resto. Elas revelam que nunca podemos nos antecipar a Deus ou surpreendê-lo, pois ele está sempre lá, “no princípio”. A iniciativa de toda ação é sempre de Deus.

Isto é particularmente verdadeiro sobre a criação. Os cristãos crêem que, quando Deus deu início à sua obra criativa, nada existia além dele mesmo. Só ele estava lá, no início de tudo. Só ele é eterno. A centralidade de Deus em Gênesis 1 é proeminente em toda a narrativa. Deus é o sujeito de quase todos os verbos. “Deus disse” aparece dez vezes no texto e “Deus viu que era [muito] bom”, sete vezes.

Nós não temos que optar entre Gênesis 1 e a cosmologia ou astrofísica contemporânea. Deus nunca teve a intenção de que a Bíblia fosse um texto científico. Na verdade, deveria ser evidente para os leitores que o texto de Gênesis 1 é um poema altamente estilizado e belo. Ambas as abordagens da criação (a científica e a poética) são verdadeiras, porém partem de perspectivas diferentes e se complementam.

Quando o Credo dos Apóstolos afirma nossa crença em “Deus Pai TodoPoderoso”, está se referindo não apenas à sua onipotência, mas também ao seu poder de controle sobre toda a criação. O que ele criou, ele também sustenta. Sua presença é imanente neste mundo; ele está continuamente sustentando, revigorando e colocando em ordem todas as coisas. O fôlego de todos os seres viventes está em suas mãos. É ele quem faz o sol brilhar e a chuva cair. Ele alimenta os pássaros e protege as flores. Isto pode ser poético, mas é também verdadeiro.

Daí a sabedoria das igrejas que mantêm um culto anual para ação de graças e dos cristãos que dão graças antes das refeições. Estas atitudes não apenas são corretas como nos ajudam a relembrar que nossas vidas e todas as coisas dependem de nosso fiel Criador e Mantenedor.

Para saber mais: Mateus 5.43-45; 6.25-34

Bjs,
Alê

Sinopse:

Usando o calendário cristão como pano de fundo, A Bíblia Toda, O Ano Todo explora, em 365 dias, toda a história bíblica, da criação em Gênesis até a consumação em Apocalipse. Dia a dia somos guiados, ao longo do ano, por toda a narrativa bíblica.

A obra considera o calendário da igreja em três períodos, assim como divide a narrativa bíblica em três partes. A primeira parte começa com a criação, em Gênesis, e termina com o nascimento de Cristo — nos faz mais próximos do Antigo Testamento. A segunda começa com Jesus Cristo, seu ministério, morte e ressurreição, e vai até o Pentecostes. A terceira parte traz uma reflexão sobre a vida cristã a partir do livro de Atos dos Apóstolos e sobre a esperança cristã como apresentada nas Cartas e no Apocalipse.

Lembrar, reviver e celebrar anualmente esta história sublime pode nos conduzir a uma fé equilibrada na Trindade e aumentar a nossa familiaridade com a estrutura e o conteúdo da Bíblia. Ajuda-nos também a firmar nossa confiança no Deus da história, que trabalhou e continua trabalhando por seu propósito antes, durante e depois da primeira vinda de nosso Senhor Jesus Cristo até que ele volte em poder e glória.

 

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Lendo os Salmos

Olá, pessoal! O post de hoje é sobre um livro que fala de um dos meus livros bíblicos favoritos: Salmos!  E de bônus, escrito por C.S Lewis. 

Salmos foi o primeiro livro que li todinho ao ganhar a minha primeira bíblia. Eu tinha 13 anos, e lembro que tive pressa (e grande prazer) em ler todo o livro. Considerava cada um dos capítulos, até os que eu não entendia tão bem, belos. Quase tudo eu sublinhava de rosa! Tratava de promessas de descanso, de proteção, de companhia. De louvores a Deus, adoração e reconhecimento da Sua majestade.

Essa admiração por Salmos me acompanha até hoje. Em momentos de angústia ou de alegria, geralmente é para eles que recorro. Há salmos que marcaram ainda mais especialmente minha vida. Como, por exemplo, “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?” (Sl 116.12) , que me mostra que tudo o que sou hoje, tudo o que recebi, é pela Graça. E nunca poderia retribuir. Outro exemplo é o Salmos 23 “O Senhor é meu Pastor e nada me faltará…”, recitado em companhia de um querido amigo, e algum tempo depois, ouvido na cerimônia de despedida desse mesmo amigo.

Então, quando a Editora Ultimato lançou o livro Lendo os Salmos, por C.S Lewis, corri para tê-lo em mãos. Duas boas coisas ao mesmo tempo: um livro sobre Salmos e escrito pelo querido e admirado C.S. Lewis.

Há muito tempo gosto de C.S.Lewis, de suas histórias reais e fantasiosas (quando conhecerei Nárnia?!), de seus pensamentos. Mas confesso que tive dificuldades em acompanhar suas ideias nesse livro. Acredito que tenha sido mais culpa do momento que estou vivendo, que acabou me distraindo em passagens que deveria ter me concentrado mais.

No problem! Isso me incentivará a fazer uma releitura em breve. Mas ainda assim, aquilo que consegui assimilar, foi de grande valia.

Nesse livro, Lewis teve o objetivo de compartilhar sua visão ao ler os salmos, os pensamentos que lhe vieram a mente enquanto desfrutava deles.

Uma das primeiras coisas que compartilha é que Salmos, antes de serem qualquer coisa, são poemas e merecem ser lidos e pensados como tal.

“A mim parece apropriado, quase inevitável, que quando essa grande imaginação que, no princípio, para o seu próprio deleite e para o deleite dos homens, dos anjos e (ao seu próprio modo) dos animais, criou e constituiu toda a natureza e permitiu-se expressar em linguagem humana, ela usasse a poesia, posto que a poesia é também uma pequena encarnação que dá corpo ao que outrora foi invisível e inaudível”.

Também fala da importância de situá-los em um contexto. Eles foram escritos em uma época, por um povo com uma cultura, religiosidade, sofrimento e esperança próprios. Isso nos ajuda a entender melhor os salmos que não “batem” com nossa realidade hoje. De fato, alguns salmos são tão cheios de ira e clamor por vingança que não se conciliam com o que Cristo ensinou. Mas quando relacionamos os salmos ao contexto, bem explicado por Lewis, fica mais fácil de compreendê-los. E torna-se também possível tirar pérolas deles!

“Nenhuma rede que não seja vasta como o coração inteiro de um homem nem mais delicada que o amor será capaz de capturar o peixe sagrado”.

Lendo os Salmos caminha pelos principais temas do livro: juízo, maldições, morte, bondade do Senhor, palavra (leis), conivência, natureza e louvor. Em cada um dos temas, Lewis compartilha o que lhe instigou, confortou e enriqueceu. E ao ler o livro, pude ser abençoada também com o que ele recebeu. Espero que na próxima leitura, aquilo que ficou nebuloso para mim seja esclarecido.

Sinopse Lendo-os-Salmos
O livro dos Salmos é o mais querido e mais lido pelos cristãos, além de o mais antigo hinário e livro de orações da história religiosa. Lutero, no século 16, dizia que os Salmos são “uma Minibíblia” e João Calvino, escrevendo em 1557, afirma que os Salmos são “a anatomia de todas as partes da alma”.

Em Lendo os Salmos, somos guiados por C. S. Lewis e envolvidos pela sabedoria e mistério, pela poesia e significado dos textos bíblicos aplicados à vida diária.

Ficha Técnica
Lendo os Salmos
Autor: C.S. Lewis
Editora: Editora Ultimato
Pág: 160
Ano: 2015
ISBN: 9788577791415

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IMG_20160131_131329Alessandra Correa,  chegando aos 30, é apaixonada por sobrinhos, livros, Londres, música, séries e chocolate. Sempre com um livro em mãos, adora falar sobre aqueles que marcaram sua vida. E tem como paixão e dom transformar palavras em histórias e poesias, algumas divulgadas aqui: www.momentoempalavra.blogspot.com