Arquivo | janeiro 2017

Tag: Ler é um Presente

Olá, Pessoal!

A Val do blog Uma Pedra no Caminho, em comemoração ao post nº 100 (Parabéns!!!), criou uma tag super bacana e ainda nos convidou a participar. Uma fofa, né?

E como estamos um pouco desanimadas paradas por aqui, a Tag “Ler é um presente” foi um ótimo incentivo. Obrigada, Val!!!

Espero que todos gostem assim como gostamos de responder 🙂

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Regrinhas: Só responder aos tópicos e criar um link para o blog 1 Pedra no Caminho. E claro, convidar outras pessoas do bem para responder hehe. O banner acima foi criado para facilitar e fica à vontade para usar! 

Vamos às minhas respostas:

1. “É só uma lembrancinha”
Um livro curto ou com menos de 100 páginas que tenha te encantado.

Asas Partidas, de Kahlil Gibran. É um livro bem curtinho, mas cheio de beleza. É um tipo de livro que é bom recorrer quando as cores da vida estão meio cinzas.

“O amor é a única liberdade do mundo, pois eleva o espírito de tal maneira que as leis da humanidade e os fenômenos da natureza não podem mudar seu curso”.

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Participação especial de Maya, a intrometida rsrs

2.”Não precisava!”
Um livro que você amou ganhar de presente ou qual tipo de livro você mais gosta de ganhar.

Tenho amigos que me dão livros de autores que sabem que gosto. E tem aqueles mais ousados, que gostam de arriscar rsrs. Olam: Crônicas de Luz e Sombras, de L.L. Wurlitzer foi um livro que ganhei dos amigos Ana e Rapha (amigos que fiz enquanto esperava numa fila). Um livro que nunca tinha ouvido falar, de um autor idem! É um livro de fantasia e como eu adoro este mundo, amei ganhá-lo de presente. A história é muito bem feita, com personagens adoráveis (e alguns odiáveis), mistérios, aventuras… Quero muito relê-lo, para dar sequencia na história (é uma trilogia).

3. A embalagem perfeita
Uma capa sensacional.

Acho que uma das capas mais delicadas e lindas por aqui é do livro O Sol é para Todos, de Harper Lee ❤

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4. Presente dos deuses
Um livro que mudou sua vida.

Quando eu tinha 13 anos, minha mãe me deu minha primeira Bíblia. É um livro que continua me mudando, e sei que enquanto o ler (e seguir) vai me mudar 🙂

5. Surpresa!
Um livro que você começou a ler sem muitas expectativas e te conquistou.

História do Rei Transparente, de Rosa Montero. Minha amiga Cinthia adora esse livro, e acabou comprando um a mais para dar de presente para alguém. Ai, nos conhecemos, fomos construindo uma amizade, e pela minha paixão pelos livros, ela decidiu que o presente que estava há alguns anos guardado seria para mim. E ela acertou muito! Eu adorei esse livro e quero logo relê-lo para contar sobre ele aqui no Blog.

6. “É a sua cara!
Uma narrativa ou personagem com os quais você se identifique.

Difícil essa, né?! Quando eu tinha 14 anos, li pela primeira “O Diário de uma jovem“, de Anne Frank. Acho que por ela gostar de escrever, pelo difícil relacionamento com a mãe, por se sentir sozinha, foi inevitável não me identificar com ela. Fui uma adolescente bem parecida. Até hoje trago alguns destes traços, ficar no meu mundo, compartilhando minhas angustias em cartas que ninguém vai ler (o que não foi o caso de Anne).

7. Presente de grego
Um livro que não era nada do que você pensava e te decepcionou.

O livro Uma Carta de Amor, de Jojo Moyes, foi uma decepção. Como estava in love por “Como eu era antes de você”, fui com muita sede ao pote, mas nada encontrei. Um livro previsível, cheio de clichês, chato! Me decepcionou mesmo.

8. “Mais afortunado é dar do que receber…”
Um livro especial que você deu de presente ou daria.

Se eu gosto muito de um filme ou série, insisto muito até todos terem assistido. Sei que isso faz com que eu seja chatinha, mas é com boa intenção. E com livro também é assim. Acabo presenteando as pessoas com aqueles que tanto gostei. Seis horas de uma sexta-feira, de Max Lucado, é um desses livros, que até parece que comprei um lote só para presentear rsrs

9. “Pode trocar, se precisar!”
Um livro que você começou a ler, mas teve de parar: não deu para continuar!

Quando eu pego um livro para ler, mesmo se não estou curtindo muito, me esforço para ir até o fim (esperança!). Foram poucos os que larguei pelo caminho. O Código Da Vinci, de Dan Brow foi um desses. Mas faz tantos anos, que nem saberia dizer exatamente porquê.

10. Ainda na wishlist…
Aproveite o momento para dar aquela dica do que quer ganhar!

Eu sou meio tímida com essa pergunta. Já até cogitei que que quando chegar o meu sonhado casamento, eu nem vou fazer lista! (mas amigas, irmã, cunhada já me convenceram do contrário, explicando que sou eu a decidir as cores das Tupperwares da minha cozinha, não minha vizinha que poderia me dar uma laranja e uma verde-limão etc rsrs).

Mas sem frescurinha, vamos lá! Estava olhando aqui meus livros, tantos que foram ganhados, e apesar de eu adorar poesia (ler e escrevê-las), acredita que nunca ganhei nenhum livro de poesia? Então, é essa a minha dica 🙂

Gente, chegamos ao final da Tag Ler é um presente! Adorei!

E quero indicar algumas pessoas a participarem. E caso não tenha sido indicado, pode responder à vontade também! 🙂

Andréa Campos, do Com licença, eu vou ler
Carolina, do Resenha de Ontem
Yasmim, do A Estante Amarela
Valnikson, do 1001 livros brasileiros para ler antes de morrer
Viviane, do Egocêntrico Caracol
Vanessa, do Bela e Livros
João Jesus e Luis Jesus, do Letras Aventureiras
Sabrina, do Vidas que vivi

Bjs, bjs
Alê.

 

Apenas um Trecho #13

Agora não há mais multidões,
não há mais luzes,
Ainda assim, tudo é graça.

Agora meus olhos estão envoltos
em uma noite sem fim,
Ainda assim, tudo é graça.

Agora vago pela noite e durmo durante o dia
Eu ainda assim ouço meu Pai dizer
“Tudo é graça”.

Era fácil quando jovem
Dissipar tudo em terra distante
Onde pecado era pecado, assim
como preto é preto.

Mas o pecado, velho irmão, é branco,
é a dúvida que me assalta à noite
“Será que Jesus ainda me ama?”

Agora tomo meus remédios e ouço o jogo,
Ainda assim, tudo é graça.

Agora, velhos amigos passam por
aqui e me abençoam,
Ainda assim, tudo é graça.

Agora um pródigo sempre serei,
Meu Pai ainda assim corre em minha direção.

Tudo é graça.


Deus o ama do jeito que você é
Brennan Manning

Três semanas com meu irmão, de Nicholas e Micah Sparks

Olá, pessoal. Vamos lá no primeiro livro lido do ano? Espero que gostem 🙂

Quando penso na minha trajetória como leitora, não há como ignorar Nicholas Sparks. Lembro bem da primeira vez que li um livro escrito por ele (há 13 anos atrás). Um verão inesquecível (também conhecido como Um amor para recordar) é até hoje um dos meus livros preferidos. Aqui nesse post conto sobre isso.

Mas a minha relação com Sparks nunca foi só de altos. Já passamos por crises, já nos reconciliamos, e em vez em quando preferimos manter a distância.  

Mas numa tarde dessas, voltando pra casa, lembrei do livro “Três semanas com meu irmão”, que havia baixado no celular há algum tempo. Por que não?!

Este livro é biográfico, acho que o único que ele tenha feito assim. Conta sobre uma viagem (incrível) pelo “mundo” que fez junto de seu irmão mais velho, Micah, em 2003. Inclusive, o livro é escrito pelos dois.

Machu Picchu, Ilha de Páscoa, Taj Mahal, Malta e outros destinos menos conhecidos, como Tromso, Guatemala e Camboja fizeram parte do roteiro. É muito gostoso acompanhá-los nessa viagem.

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Nicholas e Micah em Ilha de Páscoa, Chile

E enquanto vamos “viajando”, vamos conhecendo sobre a vida de Sparks, desde criança, sobre sua família, sobre como o relacionamento com seu irmão foi se construindo ao longo dos anos. 

É interessante ver as diferenças entre eles, e como isso não os impediu de se tornarem amigos. Nicholas sempre foi mais objetivo, prático, vivendo pelo trabalho, cheio de preocupações e compromissos. Já Micah é mais “deixa a vida me levar”, vivendo o que tinha que viver, se arriscando, desfrutando das coisas simples, abraçando qualquer aventura que aparecesse.

“- Não estás a ouvir o que digo, maninho. Nunca te esqueças de que o entusiasmo é uma parte importante da vida. O trabalho é importante, a família é importante, mas, sem entusiasmo, não te fica nada. Se te recusas a antever o gozo, estás a enganar-te a ti próprio.

Fechei os olhos, sabendo que ele tinha razão, mas ainda imerso no mar das minhas obrigações”

A história já me ganhou aí, pois quando se fala de irmãos, eu sou meio suspeita pra falar. Tenho 3, que não poderia imaginar a vida sem (aqui neste post um pouco sobre nós). Ah, eles tem também uma irmã, a Dana, mas ao lerem o livro, entenderão porque o foco principal foi nos brothers.

A história entre eles é muito bonita. Uma relação de amizade, de cumplicidade, de apoio, de sonhar e realizar junto, de forçar o outro a ser o melhor que pudesse ser. 

E lendo a vida de Sparks pude enfim entender porque há tanto drama em suas histórias fictícias.

Porque a própria vida dele e da sua família foi cercada por situações difíceis: sonhos que se desmoronam, dificuldades financeiras, mortes, acidentes, doenças, medo e angústias. E enquanto lia, não teve como não reconhecer traços reais da sua vida em seus livros.

“São os sonhos simples os que provocam maior sofrimento, por parecerem tão pessoais, tão razoáveis, tão fáceis de realizar. Aquelas coisas que a pessoa está sempre prestes a tocar, mas nunca suficientemente perto para as possuir, uma situação capaz de destruir a vontade”.

Bem, apesar de ter planejado outros livros para o começo deste ano, foi bom ter iniciado com “Três semanas como meu irmão”. Para quem gosta dos livros de Sparks, não deixe de ler! E pra quem curte histórias sobre viagens e relacionamento, também vale a recomendação.

“É esse o grande segredo. Temos de escolher o tipo de vida que queremos viver”.

Ah, e uma observação. Depois de ler alguns parágrafos, percebi que estava lendo o livro no Português de Portugal. Até procurei na versão meu Brasil brasileiro, mas como não encontrei, continuei na leitura. Pois, não é que gostei? rsrs

Bjs,
Alê.

Síntese

Em janeiro de 2003, Nicholas Sparks e seu irmão mais velho, Micah, partiram numa tressemanasviagem de três semanas ao redor do mundo. Das ruínas da Guatemala aos passeios de trenó na Noruega, passando pelo Taj Mahal, na Índia, e pelos templos do Camboja, os dois mergulharam numa jornada que fortaleceria os laços dos únicos sobreviventes da família Sparks. Com prazos apertados para publicar seus livros e sem muita inspiração para escrevê-los, Nicholas pensou que aquela seria uma ótima oportunidade para relaxar e se aproximar mais do irmão, a quem quase não via por conta da distância que os separava. O relato inclui não só o dia a dia de Nicholas e Micah nessa aventura exótica como também a emocionante história do bem-sucedido autor de romances como O melhor de mim, Uma longa jornada e O casamento. Permeado de fotografias, o livro resgata as lembranças da infância – as dificuldades financeiras, os sonhos de que a mãe teve que abdicar para criar os três filhos e o método dela para mantê-los unidos – e da vida adulta – as primeiras namoradas, o início da própria família e as tragédias que testaram sua fé. Também inclui os acontecimentos que levaram à publicação do primeiro best-seller de Nicholas. Com humor e sensibilidade, os irmãos Sparks abrem sua vida, revelam suas origens e compartilham verdades surpreendentes sobre perda, amor e esperança.