Arquivo | outubro 2016

Apenas um Trecho #12

“A consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar. A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos que virão. Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós — os humanos — não acreditamos que um dia seremos capazes de atingir tudo o que queríamos?”

Cartas de Amor do Profeta
Kahil Gibran

 

A garota no trem, de Paula Hawkins

Olá, pessoal!

Eu sempre gostei de filmes e séries que envolvem suspense, principalmente aqueles do tipo “desvenda o crime”. Gosto de buscar detalhes, observar suspeitos e me surpreender com o final. Sério mesmo que é essa a pessoa culpada?!a-garota-no-trem

Já livros, há muito tempo que não lia um nessa categoria. Mas quando vi “A Garota no Trem”, de Paula Hawkins, e na capa a chamada “Se você gostou de Garota Exemplar vai devorar este thriller psicológico”, não resisti. Afinal, assisti ao filme Garota Exemplar durante a longa viagem para Newcastle, e foi um filme que realmente me surpreendeu.

E de fato, a chamada funcionou para mim: devorei a “A Garota no trem” rapidinho.

A história é contada através dos relatos de 3 mulheres, que vão compartilhando suas versões da história. Não segue uma linha do tempo certinha, o que pode confundir um pouco, caso não seja atenta. Vamos à uma breve apresentação das 3 mulheres:

Rachel é uma mulher triste, alcoólatra, sem emprego, sem rumo Se divorciou há pouco tempo de Tom e não aceita o fim de seu relacionamento antes tão perfeito. Suas distrações, além da bebida, é observar as pessoas durante suas viagens de trem.

“Sol a pino, céu claro, ninguém para me fazer companhia, nada para fazer. Viver assim, como vivo hoje, é mais difícil no verão, quando o dia é mais longo e o abrigo da escuridão da noite é curto, quando há tanta gente na rua, a felicidade estampada no rosto. Isso é tão cansativo, e deixa a gente se sentindo mal por não fazer parte daquilo”. – Rachel

Anna é a “outra”, mas que virou atual. Foi por ela que o marido de Rachel a deixou. Anna é uma mulher que vive em seu conto de fadas, e não admite que qualquer laço seja mantido entre o marido e a ex Rachel.

“Adoro quando saímos os três juntos. Sei como as pessoas nos veem; sei que elas pensam: que família mais linda. Isso me enche de orgulho – mais orgulho do que qualquer outra coisa na vida”. – Anna

E então temos a misteriosa Megan. Ela esconde um segredo, e apesar do relacionamento também perfeito com seu marido, Scott, não se satisfaz. Nem ela sabe direito o que tanto procura e porque procura.

“De vazio, eu entendo. Começo a achar que não há nada a se fazer para preenchê-lo. Foi o que percebi com as sessões de terapia: os buracos na sua vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles como raízes de árvores ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas. Sei de tudo isso, mas não digo em voz alta, não agora”. – Megan                                                                                         

O fato principal da história é o desaparecimento de uma dessas 3 mulheres, e tristemente, a descoberta de seu corpo após alguns dias.

Quem teria sido o(a) assassino(a)?! Qual a motivação?!

Terminamos a história pensando: quão fácil somos enganados! E muitas vezes é porque escolhemos não ver a verdade.

“Demora algum tempo até eu entender exatamente o que estou sentindo quando acordo. É uma espécie de êxtase misturado com mais alguma coisa: um medo sem nome. Sei que estamos perto de descobrir a verdade. Só não consigo deixar de pensar que a verdade vai ser alguma coisa terrível.” – Rachel

A história é bem envolvente, trazendo fatos do passado, de forma a construir o hoje dos personagens.

Nessa semana estreia o filme, e apesar de já saber o desfecho, estou ansiosa para assistir!

Bjs,
Alê

Veja o trailer:

Apenas um Trecho #11

“De três coisas eu estava convicta.
Primeira, Edward era um vampiro.
Segunda, havia uma parte dele – e eu não sabia que poder essa parte teria – que tinha sede do meu sangue.
E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele”.

Crepúsculo
Stephenie Meyer