Cidades de Papel, de John Green

Hey, people! E não é que ainda não tínhamos nenhum post sobre  os livros do John Green?!?
Pois o escolhido para estrearmos é Cidades de Papel! 🙂

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Nossa coleção de John Green

Conheci John Green em 2013, como quase todo mundo: A culpa e das estrelas. Um tema que envolve a descoberta do primeiro amor e o drama da primeira separação é de fato um tema com potencial para muitos fãs. Sim, gostei dessa história de primeiro amor, que também me levou até Amsterdã, me emocionou e me deixou bem surpresa com a mudança de rumo na trama.

Mas foi com outro livro que Green me conquistou para valer: Cidades de Papel.

O livro conta a história de Quentin Jacobsen, um adolescente tranquilo, vivendo sua rotina sem grandes emoções, junto dos amigos Ben e Radar. Eles estão nos últimos dias de colégio, e enquanto discutem quem conseguirá uma companhia para o baile,  Quentin não vê a hora de começar os seus planejados próximos 10 anos (ah, se ele soubesse que os planos que fazemos aos 18 anos nos farão balançar a cabeça aos 30).

A única emoção na vida de Quentin é a paixão secreta e não correspondida que tem pela vizinha Margo Spiegelman, uma garota popular, envolta em mistérios e aventuras. E talvez seja exatamente esse ar de “encrenca” que atraia Quentin.

Margot quase não percebe Quentin em seu caminho, mas tudo muda quando numa noite qualquer ela invade seu quarto como nos velhos tempos e lhe pede que a acompanhe para uma noite de aventura. Claro que o tranquilo Quentin pergunta sobre as possíveis consequências, mas por fim, resolve topar o desafio.

Eles então partem para essa inesquecível noite, com uma lista de tarefas em mãos. A noite incluirá vinganças, pequenos delitos, correria, reflexões. É aqui que Quentin (e nós, os leitores) começamos a desvendar e entender melhor Margo. Percebemos suas angustias, frustrações e provamos como as máscaras que usamos uma hora precisarão ser tiradas, pois não há coração que aguente tanto esforço. 

“Antes que eu pudesse dizer qualquer palavra, seus olhos se voltaram para a vista e ela começou a falar:

– Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para viverem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão por possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel.  E todas as pessoas também. Vivi aqui durante 18 anos e nunca encontrei ninguém que se importasse realmente com qualquer coisa”.

No dia seguinte à aventura, Quentin espera que a magia da noite permaneça e Margo continue lhe dando a chance de conhecê-la… mas não é o que acontece. Ela simplesmente desaparece, deixando Quentin angustiado e com uma missão: encontrá-la.

Ben e Radar, amigos para toda hora, juntam-se em apoio a Quentin, e partem em busca de Margo. Essa é uma das partes mais gostosas e divertidas do livro! Aqueceu meu coração participar da aventura deles, lembrando das minhas com meus amigos nessa fase da vida. Essa amizade leve e “eterna” da fase de adolescência é uma das coisas que mais sinto saudade.

Mas será que eles terão sucesso em sua busca? Encontrarão Margo?

De certa forma, a busca de Quentin por Margo acaba se tornando também uma busca por si próprio, e essa é uma busca que todos nós fazemos (ou deveríamos fazer). Durante a leitura também fiquei pensando nas vezes que insistimos em procurar quem não quer ser encontrado. Quando entenderemos que tanto esforço e energia por essas pessoas é em vão? Bem, percebe-se que o livro me trouxe boas questões filosóficas rsrs, e possivelmente por isso tenha se tornado o meu preferido.

Assim como A Culpa das Estrelas, Cidades de Papel virou filme, e curti bastante!

Quem ainda não assistiu, vale uma amostra com esse trailer (essa foi a versão de trailer que mais gostei, pena estar dublado):

E aí, leram Cidades de Papel? Conte para nós o que acharam!

Bjs.

Ficha técnica
Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Pág: 368
ISBN: 9788580573749
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4 pensamentos sobre “Cidades de Papel, de John Green

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