Efeito Borboleta

Olá, Pessoal. Hoje vou falar de um livro achado na estante de um dos meus irmãos e que me trouxe bons incentivos (e puxões de orelha). Bora lá!

O Alan, um dos meus irmãos, tem uma biblioteca de dar brilho nos olhos e quem gosta de livros, sabe que eles se multiplicam (eita coisa boa). E assim, na falta de espaço no apê onde ele mora, adivinha, adivinha? Ele trouxe uma boa parte da coleção para ficar na minha casa. Nem fiquei feliz, né?

Procurando por uma próxima leitura, um livro me chamou atenção pela chamada, numa capa bem simples:

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Efeito Borboleta – Um simples gesto. Um mundo de diferença

Folheei rapidinho e já vi alguns comentários do Alan nas margens: Bravo! Pronto, próxima leitura escolhida!

O livro trata de um dos meus temas preferidos: propósito de vida.

Ah, aquele desejo de construir algo grande. De deixar sua marca no mundo. De partir sabendo que sua existência não foi em vão. De fazer a diferença na vida das pessoas. Esse é um desejo que sempre me acompanhou e que vejo em muitos jovens por aí também.

Mas… sim, existe um grande MAS. São poucos os que de fato saem do campo da ideia e bonito discurso para o campo da ação. E por que será?

No livro Efeito Borboleta, de Glenn Packiam, temos alguns lampejos de possíveis motivos.

Utilizando histórias de sua própria experiência e exemplos de desconhecidos e “heróis”, ele compartilha alguns ensinos que foi aprendendo ao longo do caminho.

“Somos obcecados pelos começos — o começo de um novo projeto, um novo relacionamento, um novo livro. Todo mundo quer começar uma revolução, mas ninguém quer lutar até o último homem. Queremos ser extraordinários, para ser lembrados muito tempo depois de partirmos, para ser parte de algo maior do que nós mesmos, para deixar um legado; e ainda assim não queremos ir trabalhar na segunda-feira de manhã”.

Esse trecho veio logo na primeira página do livro e me deu um tapa na cara!

Sobre os ensinos que ele aborda no livro, é bem possível que você já tenha esbarrado por eles por aí. Mas é bom relembrar, ainda mais em momentos de crise, como quando ocorre ao chegar aos 30 hehehe

Vou compartilhar com vocês aqueles que mais me chamaram atenção. Ou seja, aqueles itens que voltaram à estante riscados à lápis e com minhas anotações disputando espaço nas margens (aos mais cuidadosos com os livros, peço perdão).

O Aqui e Agora

Aqui está algo muito valioso: o que fazemos aqui e agora, por mais pequeno que possa parecer, tem potencial para se tornar algo muito especial.

Todos os dias temos oportunidade de fazer coisas grandiosas, mas precisamos estar atentos e dispostos. Não podemos correr o risco de ficar esperando a “grande oportunidade”. Nesse tópico ele aborda sobre aqueles sonhos de mudar o mundo mirabolantes. Eles podem se realizar? Claro que sim. Mas o risco é ficar esperando e esperando, enquanto aqui e agora já é possível fazer alguma diferença.

Um exemplo bem simples? Talvez seu sonho seja “criar e ser responsável por um projeto que erradique a fome na Etiópia, Quênia e Uganda”. Ok. Mas e até lá, quantas pessoas próxima a você, que ainda não puderam tomar um café da manhã, você poderia ajudar? #parapensar

“Não podemos conter nossa paixão, nossa energia e nossos sonhos de agir até estarmos no lugar certo […] Se tentarmos guardar nossa visão para o dia perfeito, a perderemos”. 

A mudança é pequena

Sabe aquelas grandes revoluções? Aquelas mudanças que permanecem até hoje? Elas se iniciaram de forma simples. Aqui está o conceito “não despreze as pequenas ações”.

Sim, grandes mudanças vieram de pequenas ações, feitas por pessoas que sequer imaginaram o impacto que suas ações trariam. Pessoas que não tinham intenção alguma de se tornarem “heróis”. Um exemplo citado no livro e que gostei bastante foi de Rosa Park. Quando em um final de dia “normal” de 1955, em Montgomery – Alabama, Rosa Park não atendeu à solicitação de dar seu lugar a um branco, mas simplesmente deu espaço ao lado para que sentassem juntos, algo grande começou a acontecer. Conhece a história? Ela se recusou a sair do seu lugar, o motorista chamou a polícia e Rosa foi presa por violar a lei da cidade. Claro que outras situações de inconformidade à segregação racial poderiam estar ocorrendo na cidade e em outras partes dos Estados Unidos. Mas foi essa pequena ação, protagonizada por Rosa, que afetou o curso da história norte-americana. Ela nunca teria imaginado que milhares de pessoas se uniriam em apoio a ela. “Foi a sua pequena e simples mudança que fez a diferença”.

“Mudanças duradouras são frequentemente o resultado de uma simples fidelidade a algo que parece irrelevante. Um grande impacto geralmente começa com um pequeno ato”.

O cenário pode ser onde você já está

Deixar a marca no mundo talvez seja, de fato, algo muito pretensioso. Mas e deixar a marca nas pessoas do seu convívio, que estão ao alcance agora? Onde você trabalha, no bairro em que mora, na comunidade. É possível causar uma mudança significativa onde você já se encontra!

 “Sonhar com grandes mudanças e com o ato de influenciar pessoas o exterior não está errado, mas isso pode nos distrair do trabalho diário a fazer, que verdadeiramente traz mudança duradoura e massiva”.

E algo bacana que ele cita sobre esse tópico é que o espaço “local” tomou grandes proporções com a internet. Ou seja, do meu local é possível sim alcançar pessoas além das limitações físicas!

Sobre o Orgulho

Ele citou algo muito bom sobre isso. Simples e direto: “Muitos jovens sonhadores tender a querer começar alguma coisa nova, em vez de se juntar a um bom trabalho já iniciado”.

Um pouco (ou muito) de paciência

Esse tópico aqui é algo que venho pensando bastante. A minha geração está muito mal acostumada com a velocidade das coisas. A internet banda larga já não serve. Precisa ser a de fibra. Ficamos indignados se tivermos que esperar 3 minutos a mais para receber o lanche num restaurante que já é Fast Food. Se alguém não responde o whatsapp no segundo seguinte a visualização ficamos irritados. Queremos tudo para ontem! Esperar elevador, cobrador devolver o troco, download de arquivo, propaganda em vídeo no YouTube é agonizante. Em que estado chegamos? Por isso a forma de vida conhecida como Slow nos chama tanto a atenção.

Quando se trata de querer causar uma grande mudança, de realizar um grande sonho, temos sérias dificuldades em esperar. Achamos que assim como esse novo ritmo de vida, as grandes realizações são instantâneas. Mas elas não são. A mudança é gradual!

“A crença de que mudanças acontecem em explosões repentinas faz a perseverança parecer sem sentido. Ficar firme e manter-se no foco parece desnecessário”.

“Não é necessariamente o quanto nós fazemos, mas o que fazemos e continuamos fazendo”.

A importância do Foco

Bem, aqui é algo que eu sofro muito… passo por momentos de apatia e de repente, por momentos em que quero agarrar o mundo. Já passou por isso? De repente, estamos nos dedicando a três projetos ao mesmo tempo. Claro que no começo, estamos cheios de animação e fôlego, e vamos dando conta. Mas rapidinho as limitações aparecem, e a frustração é certa. Vamos arrastando os 3 projetos mal feitos até quando pudermos ou abrimos mãos de todos, mais uma vez nos sentindo derrotados.

“Foco significa restringir as coisas em que depositamos nossa energia e esforço – restringir nossa atenção para as coisas que realmente contam, para as coisas que importam”.

O que é fundamental: Amor

Por fim, o que é fundamental: amor. Fazer a diferença (seja aqui ou lá; para alguns ou para multidões) só fará sentido se for por amor. Não se trata de ser lembrado na história, de prêmio nobel da paz, de instituições com seu nome, de reconhecimento e aplausos. Trata-se de como o outro poderá ser beneficiado pelas suas pequenas ações de hoje.

É o amor que dá significado ao trabalho que realizamos, que nos ajuda a permanecer no caminho, mesmo quando as dificuldades aparecem (e acredite: elas aparecem!). E nesse quesito entra outro: o risco. Pois sim, Amar é um risco. Mas é o único risco que realmente vale a pena correr! 

“Precisamos da fé para nos alicerçar, da esperança para nos empurrar adiante e do amor para dar significado à vida”.

“A Razão não dá vida para o amor – o amor dá razão para a vida”.

Fechei o livro ganhando novo fôlego! Tenho ainda sim muitas dúvidas e medo de nunca cumprir bem meus propósitos. Mas pude perceber que, mesmo que cambaleando, já comecei o meu trabalho. Há um longo caminho pela frente. E eu me disponho a segui-lo, na companhia dAquele para quem escolhi viver.

“Seja fiel com as pequenas coisas. Aja onde estiver. Permaneça. Multiplique seus esforços. Ame as pessoas de forma pessoal e com paixão. Enregue sua vida em obediência a Cristo. Estas são as marcas de uma vida lembrada por Deus, uma vida que fará um mundo de diferença”.

E você, também tem essa ânsia de fazer a diferença? Já encontrou o caminho para isso? Compartilhe conosco!

Bjs,
Alê

Sinopse

Pequenos Gestos.
Grandes Transformações.

É possível que o bater de asas de uma borboleta no Brasil consiga provocar um tornado no interior dos Estados Unidos? Seria um movimento tão delicado capaz de gerar uma revolução de tais dimensões? Glenn Packiam acredita que sim, e convida você a aderir a um grupo cada vez maior de pessoas que decidiram viver por esse principio para fazer diferença no mundo e mudá-lo a partir das atitudes mais básicas. Efeito Borboleta mostra o potencial de iniciativas simples, mas carregada de valores, para promover a transformação social, seja numa metrópole dos Estados Unidos ou no interior da Ásia.

 

Ficha Técnica
Efeito Borboleta
Autor: Glenn Packiam
Editora: Garimpo
Ano: 2010
Pág: 191
ISBN: 9788562877148

Notinha sobre o autor: Gleen Packian nasceu na Malásia e se mudou ainda jovenzinho com a família para os Estados Unidos. É diretor da New Life School of Worskip, pastor, conferencista, escritor, compositor e um dos fundadores da Desperation Band’s.

Notinha sobre o nome do livro: Em 1963, o meteorologista Edward Lorenz do MIT, realizou simulações do clima em computador. Ao repetir a simulação, ele chegou a resultados notadamente diferentes. Foi então que Lorenz percebeu como seu experimento demonstrava uma propriedade da Física conhecida como “sensibilidade às condições iniciais”, identificada pelo matemático francês Henri Poincaré no século 19. Lorenz aplicou esse princípio à ciência da previsão do tempo e levantou a hipótese de que ligeiras mudanças localizadas seriam capazes de produzir uma reação em cadeia com efeitos de longo alcance. Durante a defesa da sua tese, ele apresentou a seguinte questão: “0 bater de asas de uma borboleta no Brasil poderia provocar um tornado no Texas?” Assim o fenômeno passou a ser tratado como Efeito Borboleta.

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3 pensamentos sobre “Efeito Borboleta

  1. Pingback: Olhai os Lírios do Campo | Os Livros que Vivi

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