Fechando um livro (ou um capítulo?)

imagesImagem dramática… please, leia como um “See you soon”

Oiê! Depois de tanto tempo, estou até meio constrangida de como cumprimentá-los rsrs

Estão bem? Como foram de festas? E a expectativa para 2020? Espero que as melhores! 😉

Por aqui, há também muita expectativa e esperança. 

E elas surgem junto com aquela pausa de começo de ano, em que aproveito para organização e definições para o novo ano. 

O bacana é que, neste ano, esse momento tem sido tranquilo, sem ansiedade. Há muito o que desejo viver, coisas sobre as quais devo agir… mas estou bem consciente das minhas limitações, das barreiras que posso encontrar, de que haverá imprevistos e, inclusive, possibilidade de mudança de direções… mas estou bem com isso, sabe? Poderia chamar isso de amadurecimento. E de confiança!

E neste processo, também aproveito para pensar no ano que passou e ver o tanto de coisa boa que aconteceu (tenho muito a agradecer a Deus), o que fluiu bem, como me afetaram aquelas coisas mais complicadas que fazem parte do caminho, o que não saiu do campo das ideias e planos, acertos e erros.

E aí, nessa análise de várias vertentes da minha vida, fico feliz que uma das partes preferidas não foi deixada de lado. Ao longo do ano, entre idas e vindas do trabalho, alguns momentos tranquilos em casa e outros angustiantes em voos, desfrutei da companhia de 40 livros (bem, não quero ser o tipo de pessoa que pensa que quantidade é importante… mas esse dado fará sentido para uma conclusão mais a frente, ok?).

Destes, quero compartilhar com vocês sobre esses livros que vivi:

Dom Quixote de La Mancha, de Miguel Cervantes. Esse foi um achado, edição X, que comprei de um cara no metrô por R$ 5,00! Foi uma das leituras mais prazerosas da minha vida! 

FanGirl, de Rainbow Rowell. Comprei para uma amiga de presente de Natal. Aí, pensei: “ah, dá tempo de ler antes de dar para ela” (às vezes faço essa arte rsrs). Acontece que curti tanto o livro, que acabei querendo ele na minha prateleira (e assim, precisei comprar outro pra dar de presente). Foi uma leitura suave, divertida, me levando para os amores e dramas do universo adolescente. E acredito que tenha lido a cena de 1º beijo mais fofa de todos os livros. ❤ Fiquei apaixonadinha pelo Levi, e super orgulhosa da Cathy

– Segundo Eu Me Chamo Antônio, de Pedro Gabriel. Sou fã da poesia, do jeito do PG fazer arte com as palavras… ele tem umas sacadas ótimas e uma sensibilidade tamanha. O que fez a leitura ainda mais especial foi que eu a fiz em companhia do meu sobrinho mais velho. Foi aquele tipo de momento que gravamos no coração, sabe?

As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky. Eu já tinha assistido ao filme (há eras) e o livro apareceu lá em casa e ficou por eras também. Mas que bom que ele foi parar na pilha “PENDENTES”. A história é pesada, por vários ângulos. E tudo o que a gente quer é só dar um abraço no Charlie. Algo que me marcou muito nesse livro foi um poema… gente, eu li, mas chorei tanto, tanto… estava no metrô e estava vendo a hora de alguém me perguntar se eu precisava de ajuda (mas ngm perguntou. e de certa forma, é essa a questão… apesar de muitas bandeiras levantadas, são poucos os que estão realmente atentos aos outros, dispostos a estender um lenço de conforto…)

do universo à jabuticaba, de Rubens Alves. Os livros que tive a oportunidade de ler do Rubem Alves sempre foram 

Crer ou não crer, do Padre Fábio de Melo e Leandro Karnal. Uma conversa agradável e respeitosa.. me senti sentada à mesa tomando um cafezinho entre amigos.

O Contrabandista de Deus, do Irmão André. É um livro autobiográfico e estava na minha lista há anos, mas não encontrava pra comprar. Enfim, chegou às minhas mãos, e foi muita alegria ler sobre a vida de alguém que me inspira, que tanto serviu e serve à igreja. Uma semente que ele plantou, quando jovem, e que se estendeu por todo o mundo! Sobre ele, podem saber aqui.

– A Garota do Lago, de Charlie Donlea. Em vez em quando gosto de pegar um suspense. E esse valeu a pena, fui surpreendida com os desfechos finais. Mas estou lendo um outro do autor (Deixada para trás) e está muito chato. Aff!

Almas Gêmeas, de Nicholas Sparks. Bem, desde que me reconciliei com Sparks, fico ansiosa quando há um novo romance. A história de amor , e foi muito bom viajar para um cenário além da tradicional Carolina do Sul de suas histórias.

2019 também foi um ano de releituras…. 

– Do Brennan Manning (um dos meus queridos), foram 3: O anseio furioso de Deus, A assinatura de Jesus e Convite à Loucura (tenho um carinho especial por este livro, foi através dele que conheci o Brennan… era um empréstimo, mas que depois virou um presente). Ler algo do Brennan, mesmo que depois de não sei quantas vezes, sempre toca meu coração, como se fosse a primeira vez. Ele me ajuda a lembrar o quanto o amor de Deus é grande, e é por mim ❤

Amor de Redenção, de Francine Rivers. Um dos meus romances preferidos. Tem um post dele aqui

Outros autores que fizeram companhia: C. S. Lewis, Adélia Prado, Braulia Ribeiro, Dale Carnegie, Frei Betto, Khalil Gibran, Jane Hawking, Mary Shelley (e teve mais alguns…).

Relacionar os posts, de certa forma, me fez reviver as histórias marcantes que li 🙂

Mas o objetivo desse post é outro…

Lembra daquele número lá em cima? 40 livros lidos? 

Pois bem… vou chegar lá!

Eu amo ler! Amo conhecer e me apaixonar por personagens. Amo viver seus dramas, descobrir seus segredos, lutar suas batalhas. Amo viajar por outros mundos e épocas. E esse amor, meu bem, não acaba não. Fecho um livro, sofro, suspiro… mas logo estou com outro na mão. 

Eu amo escrever. Gosto de brincar com as palavras, com as rimas, ajustar ou simplesmente deixar fluir… e quando está ali, o texto pronto (seja uma poesia, uma carta, uma homenagem, uma frase), ah, que prazer!  É assim que eu sinto, que desabafo, que peço aconchego. É assim que eu amo. E quando alguém me diz como um texto meu alcançou seu coração, como traduziu o que gostaria de expressar, sinto muita gratidão a Deus, pois sei que foi Ele quem meu deu esse dom, de tocar as pessoas por meio das palavras. E quero honrar bem esse talento/chamado/missão enquanto viver (aproveitando, podem acompanhar minhas poesias e pensamentos aqui). 

E então, olhando para esse Blog, depois de 2 anos com apenas 2 posts publicados, percebo que a conta não está batendo. Amo ler. Amo escrever. Mas escrever sobre o que li já é outra coisa… talvez tenha rolado só uma paixonite. Ou tenha sido amor “infinito enquanto durou”.

Até pensei que poderia resolver o “X” da questão com perseverança. Mas tem hora que precisamos mesmo aprender a abrir mão. Vejo que é um projeto que já não tem feito mais sentido. Caso contrário, sei que daria um jeito! E como me deixa triste ver algo negligenciado e abandonado, sei que o mais saudável e sábio é fechar esse ciclo (que foi muito bonito e me trouxe muita coisa boa, inclusive pessoas do bem!). 

Para 2020, quero colocar minhas energias, disposição e tempo no que realmente faz sentido para a Alessandra de hoje. Não quero perder de vista o que é prioritário! E para isso, sei que me fará bem deixar o caminho mais livre. Começo com o blog, que aparentemente é o mais simples da lista rsrs

Talvez um dia volte por aqui, mas por agora, não tenho essa intenção. A página do face vai ficar aberta, de boa. É um espaço que talvez eu use para postar algo bacana relacionado ao mundo maravilhoso dos livros, ou apenas um trecho de algum livro que li (inclusive, no meu insta pessoal eu já costumo fazer isso, postando stories dos livros que estou lendo, frases e tals)..

Já o Blog, ele sai das “minhas preocupações e cobranças” para o novo ano. Sem culpa e sem sofrer mais do que o necessário. 

A você que chegou até aqui e que acompanhou o Blog, meu muito obrigada!!!! Eu continuarei por aí, acompanhando o que vocês tem leito, vivido, escrito, viu?!

Beijão.

🙂

Tartarugas até lá embaixo, de John Green

Oiê! No meio do feriadinho, um tempinho pra contar sobre uma das leituras recentes 🙂

Desde “A Culpa é das Estrelas”, tenho acompanhado as publicações do John Green (e filmes baseados em suas histórias) sempre com muita expectativa (o meu preferido é “Cidades de Papel”, o livro, não o filme). Então, “Tartarugas até lá embaixo”, lançado no Brasil no final de 2017, estava na minha lista de “próximas leituras” há um bom tempo. Mas como estava enrolada com tanta coisa, acabou ficando e ficando… foi quando numa conversa com uma amiga, ela me diz:

– Sabe que você é tipo a personagem do livro que eu li?

Pois bem. O livro era “Tartarugas até lá embaixo”. E a personagem, Aza Holmes.

E assim, furando a fila, vamos lá ler o livro e descobrir a tal semelhança.

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O livro conta a história da adolescente Aza Holmes, que junto com sua amiga Daisy, é atraída pelo mistério de desaparecimento do pai de um colega da escola, empresário envolvido num escândalo financeiro.

O tal colega é Davis, que até já tinha sido amigo da Aza, quando mais novos. Então, nessa busca de encontrar o Sr. Pickett, Aza e Davis passam a compartilhar segredos, angústias.., Ele se redescobrem e reativam a amizade (spoiler bem previsto: e se envolvem em um amor adolescente).

Bem, mas a história não é tão simples assim. Aza sofre de ansiedade e TOC – Transtorno Obsessivo-compulsivo. É impossível para quem está lendo não sofrer junto em suas crises. Para quem passa por situações de ansiedade, preocupações excessivas e medos ilógicos (como eu – daí a semelhança), a angústia é ainda maior. Porque você consegue se ver na cena…

A metáfora usada pelo Green para esses momentos de crise é muito apropriada. De fato, é como uma espiral, que quando entra, é difícil de sair. É pensamento que chama pensamento, e chama mais um, e quando se vê, você já está consumida pelo medo, pela aflição, pelo desgaste emocional. Alguns chamam de drama, de frescura… o que só faz crescer o pânico de ser assim, algo que não escolhemos para nós, que temos que lutar dia a dia, e muitas vezes, sozinha. Foram muitas as vezes que eu já chorei pelo simples fato de ouvir alguém dizer“Menos, Alê“. Foram muitas as vezes que me magoei por esse meu jeito (ou momento) ter virado motivo de piada.

Outro ponto que me chamou a atenção é a abordagem que Green fez sobre a amizade de Aza e Daisy. Não há dúvidas de que há amor entre as duas. Mas é uma relação que sofre… Daisy se sente de lado, sufocada pelos problemas da Aza. E Aza já está tão sufocada em si mesma que não consegue ver as necessidades da amiga. Mas como citei, há amor entre as duas, e elas vão conseguir superar isso e vão permanecer leais uma à outra.

Inclusive, é o amor que tanto ajuda Aza em seus dias difíceis. O amor presente da mãe, o amor lembrança do pai, o amor meio sem jeito de Davis, o amor que confronta da amiga…

“Amar não é uma tragédia ou um fracasso, mas um presente… nada nesse mundo é merecido exceto o amor, que o amor é ao mesmo tempo como e por que você se torna uma pessoa”.

A cena final do livro me tocou de uma maneira bem especial, dá ver que foi escrita com muito carinho, como se Green estivesse abraçando Aza… E deve ter sido assim mesmo, considerando que o próprio Green sofre dos transtornos de sua personagem desde a infância.

Bem, fiquei feliz (e aliviada) com o final que Green deu para Aza. Nem tudo está perdido! Haverá dias e fases mais difíceis, mas há sempre “esperança, mesmo que seu cérebro lhe diga não“.

Bjs

Amor acima de tudo, de Max Lucado

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Oiê!

Como contado no último post que fiz, tenho voltado a ler com mais frequência. E se me organizo um pouquinho (e ignoro a Netflix), rola de vir aqui e falar sobre algumas dessas minhas leituras recentes.

Bem, há alguns livros que leio, empresto para um monte de gente e guardo com a promessa de uma releitura. Amor acima de tudo, de Max Lucado, é um desses.

A primeira vez que o li foi em 2012. A releitura foi há algumas semanas, e pude confirmar o porquê dele ter entrado para essa categoria de livros especiais. Já li uma série de livros do Max, e tem muitas vezes que o acho meio “auto-ajuda”, sabe? Mas há 2 livros especiais. Um é “Seis horas de uma Sexta-feira” (já o li várias vezes) e esse que vou compartilhar agora um pouquinho com vocês.

Amor acima de tudo usa como referência o Capítulo do Amor, escrito por Paulo (I Coríntios 13). E então, Max vai abordando cada aspecto desse AMOR, contando experiências de suas própria vida, de amigos e outras histórias. É um capítulo da Bíblia muito conhecido… provavelmente você já o ouviu em algum casamento. Mas há tanta profundidade nesse capítulo, que uma leitura por si só não conseguiria expressar. E em companhia de Max eu pude imergir um pouco mais!

Antes de tudo, vale citar o texto, apenas dos versículos 4 a 8:

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha… 1 Coríntios 13:4-8

Ao ler, com sinceridade, pensamos: eu não posso amar dessa forma. Vai além de mim. Mas “em vez de lembrar de um amor que não conseguimos produzir, lembremo-nos de um amor ao qual não podemos resistir“. Porque o Amor começa com Ele, o Eterno que é AMOR. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (I Jo 4.19). E Ele ama com amor infalível. E acredito realmente que só quando mergulhamos nesse amor é que conseguimos dar uma braçadas desse tipo de amor em direção ao outro. 

Não conseguiria num post abordar tudo, então, me satisfaço em apenas compartilhar alguns trechos que grifei e/ou pensamentos que tive ao ler. Vamos juntos?

O amor é paciente. Está difícil para mim ser paciente com o outro? Então, por que não penso nas muitas vezes que Ele foi paciente comigo? Com minhas dúvidas, com meus medos, com minhas birras, com minhas fugas? Ele é paciente! Paciência recebida de forma profunda resulta em paciência dada livremente.

O amor é bondoso. Sobre esse tópico, algo muito interessante. Max não fala apenas da falta de bondade com o outro, mas a falta de bondade conosco mesmo! Quantas vezes erramos, recebemos o perdão do outro, mas não nos perdoamos? Quantas vezes nos cobramos, somos duros conosco, dizemos palavras cruéis a nós mesmos, nos definimos como menos…. Nessas horas é importante lembrar: Ele conhece tudo a meu respeito, mas não economiza bondade comigo. Ele é bondoso. Como não ser bondosa com o outro? Por que não ser bondosa comigo?

O amor não inveja. Aqui entrou um tópico que mexeu muito comigo… Há momentos que desejamos algo, mas que ainda não é para nós. E se vemos alguém já vivendo isso, o coração enfraquece… nessas horas como é preciso guardar o coração contra a inveja! Nessas horas, é preciso deixar de ouvir o que quero e confiar em Deus para prover o que preciso. Deus recusa o que queremos a fim de nos conceder o que precisamos. Nessa horas, preciso apenas lembrar que o amor dEle é autêntico, a devoção dEle é o negócio verdadeiro. E que Ele não me dará o genuíno até que eu entregue as imitações.

O amor não se vangloria, não se orgulha. Somos mais de 7 bilhões de pessoas. Tão diferentes e ao mesmo tempo, tão iguais. Aos olhos dEle, todas dignas do AMOR. img_20180825_210205631.jpg

Torne as pessoas prioridade… Seja rápido em compartilhar o aplauso. E, acima de tudo, considere os outros mais importantes que você mesmo. O amor faz isso.

O amor não maltrata. Quanto eu sou cortês? Gentil? Até onde eu aguento o desaforo? Quantas palavras mal(ditas) eu ignoro? Independente da situação e do outro, o amor é uma escolha. Algo que sempre trago à memória, tipo um lema de vida: eu sou responsável pelas minhas ações. As do outro, não posso controlar. Mas as minha eu controlo, e desejo direcioná-las sempre para o bem. Não é fácil. E em vez em quando, naquele tipo de dia que não quero mais tentar, eu volto para essa reflexão que fiz há alguns meses, e recebo fôlego para continuar tentando.

O amor não procura seus interesses. Nesse tópico, Max trata sobre o egoísmo. De como queremos que o mundo funcione a nosso favor, de como queremos que as coisas saiam do nosso jeito, de como nos incomodamos quando somos interrompidos, de como nos colocamos acima dos outros e vida que segue. Cuidar de seus interesses pessoais é a administração apropriada da vida. Fazer isso com a exclusão do resto do mundo é egoísmo. 

Vale considerar: há espaço e lugar para todo mundo ser feliz.

Você deseja ter sucesso? Tudo bem. Só não fira os outros para consegui-lo. Quer parecer bem? Sem problema. Só não consiga isso fazendo com que os outros se sintam mal. O amor não é egoísta.

O amor não se ira facilmente. São muitos os sentimentos que habitam aqui dentro da gente. E alguns deles, não são nada bonitos. Mas senti-los nem é o problema. Sentir é natural de gente que está viva! A questão é o que fazemos com esses sentimentos – as ações e decisões que são tomadas com base neles. E o que falar sobre a raiva? São tantas as situações que passamos, as pessoas complicadas que encontramos, que mesmo a pessoa mais “zen” pode sentir raiva. O problema é quando alimentamos a raiva. Por que deixar algo pequeno crescer, crescer e tomar proporções gigantescas? O problema é quando passamos a sentir raiva por qualquer coisa. Contra a gente, contra o outro, contra o mundo, contra a vida. Muitas vezes ficamos viciados na fúria e a raiva começa a fazer parte de quem somos, da nossa identidade. É importante pensar também porque somos suscetíveis a raiva. Algumas pessoas, por exemplo, se sentem rejeitadas, e a única reação que conseguem ter para lidar com a rejeição é por meio da raiva – enraizada no coração, e estampada no rosto.

Deixe sua raiva no madeiro do Calvário. Quando os outros o rejeitarem, deixa Deus aceitá-lo. Ele não está desaprovando. Ele não está bravo. Ele alegra-se a seu respeito e canta. Tome um grande gole do amor dele e acalme-se.

O amor não guarda rancor. Todos nós erramos. Não dá para voltar atrás. O que resta é o arrependimento (que traz mudança) e a confissão. E então, algo lindo acontece: Ele perdoa. E quando é o outro que erra comigo? Será que me prendo ao erro e esqueço todas as muitas coisas boas que ele já fez? Por que perder um relacionamentos de anos por causa de um único dia? Acredito que quem não recebe o perdão sofre, mas quem não consegue concedê-lo sofre mais ainda. Conheço pessoas amarguradas, rancorosas, quem trazem bagagens de mágoas de 10, 20 anos atrás. Não quero ser uma delas.

O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Há situações que uma voz muito no íntimo nos diz: algo aqui não está certo. Mas somos teimosos, ignoramos os sinais e seguimos em frente. E então, quando nos machucamos (ou ferimos), sabemos exatamente onde tudo começou a dar errado: lá atrás, quando deixamos de ouvir a nossa consciência, nosso íntimo. E é triste quando as pessoas em quem confiamos sabiam para onde estávamos indo e não nos disseram nada. E até teve algumas que nos incentivaram a seguir pelo caminho do erro!

O amor não pede para alguém fazer algo errado. Achei essa frase sensacional! Se alguém deseja realmente seu bem não te pedirá ou incentivará a fazer algo que te constrange, te deixa desconfortável, te diminua ou que não faça parte de seus valores.

Seja cuidadoso. Não force o que está errado a ser certo. E se há pessoas que o encorajam a fazer o que é certo e que o aplaudiram quando fez isso, seja agradecido. Você tem pessoas que realmente o amam.

O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha. Chegando ao fim do capítulo (e do post), esse é o meu trecho preferido. O amor tudo sofre, o que significa, que “o amor é um pacote fechado”. Não há como ter apenas seus benefícios. Ele vem com momentos difíceis, escolhas diárias, carregar a dor do outro, viver os problemas do outro, buscar as soluções junto. O amor não aceita apenas algumas coisas. O amor está pronto a aceitar tudo.

O amor tudo crê. Nas horas escuras, o amor crê e permanece junto, não abandona. Quando acreditamos em alguém, em seus sonhos e futuro, quando encorajamos com palavras de vida, de ânimo, de força, é o amor crendo!

Trate o homem de acordo com o que ele parece ser e o tornará pior. Mas trate o homem de acordo com o que ele poderia potencialmente ser e transforma-o no que deveria ser. (Goethe)

O amor tudo espera. O amor diz ao outro: “tenho esperança em você”. O amor também é rápido em dizer “tenho esperança por você”. 

O amor tudo suporta, não desiste. Ele não desistiu! O amor dEle cobriu tudo: as rejeições, a zombaria, a mentira, a hipocrisia, a descrença. Ele foi até o fim, tudo Ele suportou por mim.

O amor nunca falha. Nós falhamos, nosso jeito de amar falha, o alvo de nosso amor falha, mas o amor em si é infalível. Ele não falha! E enquanto eu mergulhar no Amor dEle, eu poderei a cada dia amar um pouco mais, um pouco melhor. Essa é a minha oração. Quero que todo o amor recebido transborde paras as pessoas que estão no meu caminho.

Bem, não era a intenção, mas o post acabou ficando longo, né?. Mas se chegou até aqui, que bom. Acredito que, assim como eu, deseja ser cheio desse amor tão lindo! Espero que o amor te alcance onde estiver.

O amor ágape cuida dos outros porque Deus cuida de nós. O amor ágape excede o sentimento e o desejo de que tudo dê certo. Porque Deus amou primeiro, o amor ágape responde. Porque Deus foi gracioso, o amor ágape perdoa o erro quando a ofensa é grande. Ágape oferece paciência, quando o estresse é abundante, e estende bondade, quando a bondade é rara. Por quê? Porque Deus oferece ambos para nós.

Tem tudo a ver com Ele! Ah, esse impressionante, infinito e ousado amor.

Ps.1. Esse é um dos meus capítulos preferidos, e acaba de vir à minha cabeça a lembrança de que quando menina (sei lá, meus 13, 14 anos) eu cortei letrinhas de papel laminado, e uma por uma, colei na lateral de um guarda-roupa, formando todo o capítulo.

Ps.2. Monte Castelo, do Legião Urbana, usa como referência esse capítulo. Ela ficou linda, ouça aqui.

Ps.3. Em um dos meus filmes preferido “Um amor para Recordar“, alguns trechos são citados no casamento de Landon e Jamie. Já nesse mesmo livro, o capítulo é citado em outro momento bem especial entre os dois.

Observação: tentei deixar em itálico todos os trechos usados do livro. Que o amor me perdoe se deixei escapar algum.

Até breve 🙂